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domingo, 12 de junho de 2011

Baú dos Caminheiros: Aparência e Substância

"Saudades"

  Baú dos Caminheiros: Marcello Lopes


A aparência chama a atenção,

a substância cativa.

A Aparência delicia o olhar alheio,

a substância deleita nosso espírito.

Nos momentos de escuridão,

a aparência desaparece e a substância clareia a mente.

Nos momentos de felicidade,

a aparência se expõe para a platéia,

a substância aprecia seu real valor.

Na doença,

a aparência fraqueja.

A substância consola e engrandece.

Na velhice,

a aparência enlouquece,

a substância fulgura iluminada.

Na morte,

a aparência sofre,

a substância ilumina e ensina.

Poema : Marcello Lopes


 

O Marcello é um desses poetas que vive o que anuncia. E evidencia isso logo na porta de entrada do seu blog, o Alucinações Amorosas, quando diz que “O poeta é um ser que lambe as palavras e depois se alucina”! Pura verdade! Entretanto, alucinados ficam cada um dos seus leitores ao “sorverem” palavras que não apenas alucinam, mas também emocionam, encantam, permitem descobertas e redescobertas nos olhares aprofundados, lançados para dentro... E penso que poesia tem mesmo essa riqueza de mexer e remexer as entranhas, gritar e fazer silenciar inconfessas buscas... 

 

Gosto, imensamente, de saber as falas semeadas lá no Alucinações Amorosas! Esta, em especial, de pronto já foi guardada em meus arquivos "secretos" (rsrs). Aparência e Substância carrega uma rica metáfora de vida e um convite de profundidade sem igual. 

 

Então, fica aqui o convite para que conheça o Alucinações Amorosas, permita-se ao encanto e alucine-se com tamanha beleza!


sábado, 28 de maio de 2011

Baú dos Caminheiros: Vazio!

Baú dos Caminheiros: Majoli





















Perdida nos atalhos do pensamento
Nas esquinas de meus sentimentos
Vou vivendo sem eira
À procura de uma beira

Inalo o vazio
Sinto frio

E na distância do nosso tempo
No longo espaço que separa nossos corpos
Na escuridão que invade meu quarto
No frenesi de gostar-te tanto assim
Vivo o vazio de não ter-te junto à mim

 Postado em 07 de julho de 2009 no Rabiscos da Alma


Talvez a sinonimia de Majoli indicasse Poetrix, Letrix,  Estrofes, Versos... Sim, tudo isso,  mas o Acróstico talvez fosse a sinonímia mais perfeita para “tentar” traduzir um pouco dessa mulher paulista de fibra e de tanta entrega à vida!


O gostoso de publicar o Baú dos Caminheiros é a silenciosa leitura das falas traçadas ao longo do tempo, revelando nuances de cada autor, mudanças, trajetórias, cenários... enfim, um pouquinho da alma blogueira. Do Baú da Majoli, por exemplo, gosto muito de dois outros poemas: Êxtase de maio/2009  e o outro é Volúpia, de agosto/2009. Penso que se parecem comigo, de alguma forma... (rsrsrs). Entretanto, a escolha sempre remete a algo mais... E, desta vez também não foi diferente. Escolhi “Vazio”, publicado em Julho de 2009.


Gosto especialmente das metáforas de “atalhos de pensamentos”,  “esquinas dos sentimentos” , “inalar o vazio” e, por fim, esbater-se no frio. O texto, uma vez apossado, ganha outros contornos, outras cores, mistura-se às entranhas, resignificando olhares e redesenhando horizontes...


Poderia falar muito de Majoli, inclusive de nossa trajetória de reencontros, mas hoje o espaço é dela. Melhor deixar que cada um descubra um pouco mais dessa poetisa maravilhosa e dessa mulher que inspira e faz crer no amor. Eu não tenho dúvida alguma de como cada um será tomado por puro encantamento! Aproveite o Rabiscos da Alma!

domingo, 15 de maio de 2011

Baú dos Caminheiros: Bálsamo


Baú dos Caminheiros: Liene


Cerro meus olhos. Não quero enxergar as densas massas de inquietações que teimam em queimar minhas retinas. Essa realidade que muitas vezes me tira do chão e me faz querer sumir feito poeira em ventania. São lutas diárias. Banais aos olhos incrédulos daqueles. Árduas aos meus. Meu caderno está cheio de rabiscos feito letras, palavras. Escrevo sentires em linhas tortas. É como se a própria mão negasse a transcrever a tortura da dor. Eu tento. A secura é mais forte. Debruço sobre a mesa, no caderno já quase cheio de nada. Em frente há um espelho. Nele não me reconheço. Um ser patético, sem viço é o meu reflexo. Firmo meus olhos. Quero ver além daquele objeto liso frio metálico, as texturas que poderiam conter a minha carne, a face. Nada além de abrigo de desalegrias consigo ver. Não me reconheço. Devaneios povoam meus pensamentos. Meus olhos se fecham, involuntários como se quisessem o alívio me permitir. O ar entra ruidoso no meu corpo. E outras vezes mais... Endireito-me na cadeira. Quedo. Gestos metódicos na ânsia de recuperar o tino são feitos. Meus olhos pesam. Resisto ao fardo. As mãos já estão leves, penso. A caneta percorre a folha repleta de branco. A tinta borra pedidos de socorro, expurgação. Algumas páginas em branco sobram do caderno, poucas. As palavras se tornaram filtros da minha dor, porém não me livraram do sangrar. Por algum tempo tornou-se meu alívio. Mais do que imaginei. E é nelas que me debruço quando o cansaço existencial insiste em tolher meus dias.
Prosa publicada em 11 de dezembro de 2009



Eu gosto muito das falas de Liene! E já guardo, literalmente, alguns dos seus poemas que me permitiram  resignificar algumas compreensões de estrada e passos largados no tempo. O Momentos é um lugar de grandes encontros...  E pasmem, falando de encontros, Liene reside na minha cidade natal, onde vez por outra estou e não a conheço, entretanto, é como se eu já soubesse dela há muito mais tempo. 

Importa a cumplicidade matizada pela virtualidade. Importa, como gosto de dizer, que a fala de Liene, enquanto maturação dos "textos apossados", se veste de empatia e complementações resignificadoras.

Isso explica, em parte, porque sendo admirador confesso das suas poesias, hoje eu resgato aqui uma prosa. É justamente por conta de uma dessas maturações... Como ela mesma diz no texto,  fazem parte de tantas e tantas lutas, "...Banais aos olhos incrédulos daqueles. Árduas aos meus". 

Então fica aqui o convite para que conheça o Momentos. Tenho certeza de que também se encantará!

sábado, 30 de abril de 2011

Baú dos Caminheiros: Desforrar de Uma Fantasia

Quando estiveres sobre o meu corpo,
Plagies as ondas do mar, que tocam
Levemente e lambem os rochedos 
Que nele há...

Com tua boca, sorva, absorva 
Cada gota que teu toque me faz
Exalar, com ela explore em mim
Cada algar...

Com tuas mãos, divague, percorra
Cada protuberância do corpo
Que estás a um passo de amar.

Agora ficas ao longe, te peço,
Olha-me, observe como meu
Corpo está...vejo em teus olhos
Cobiça, sede, avidez no olhar;
Mas agora não quero mais.

Esta noite não dormirás em paz,
Recordarás lamentavelmente
Do que uma mulher é capaz.

Eis aí uma pessoa muito especial! Mila escreve com a doçura, o ardor e a sensualidade da alma feminina, por isso mesmo encanta, logo no primeiro encontro! E, além da poesia encantadora, ela também escolhe, com extremado bom gosto, as imagens que exalam poesia tanto quanto as letras gravadas!

Eu sou suspeito para tecer quaisquer outros comentários! Clique e conheça "Pensamentos da Mila"! Tenho a mais absoluta certeza de que também se encantará!


sábado, 16 de abril de 2011

Baú dos Caminheiros: Onde

Imagem : http://images.google.com.br
 Baú dos Caminheiros: Valéria

ONDE

Numa noite como essa,
tudo o que eu queria
era estar em teus braços...
Mas, abraço o vazio, que você deixou.
E diante de tantos cansaços
da quase morte da esperança,
insisto em me perguntar,
desafiando sua indiferença...
Onde te encontrar?
Senão aqui...no meu coração
lugar que te dei morada,
ainda que por ti abandonada...
Onde você está agora...
além de em meus pensamentos,
que nessa imensa solidão
mais parecem tormentos...
ValériaC



A poesia de Valéria foi publicada em abril de 2010, poucos dias depois do nascimento do DolceAlgodão e coincidentemente, no mesmo mês em que nascia o Caminhar & Ruminar.

E esta é uma das poucas poesias em que a tristeza passeia pelos versos de Valéria. Aqui ela falava de solidão. A imagem, tão bem escolhida, também remetia à solidão. E, nos comentários, pairava no ar a compreensão da ausência provocando dores, mas também convidando a refazer-se, a recomeçar, a "reinaugurar" outros sonhos!

As poesias de Valéria "escutaram"... Ela canta o amor, de um jeito alegre e convidativo, que instiga e provoca despertamentos em quem passeia pelo DolceAlgodão e por lá se "lambuza" de encantamentos.

E o que dizer de Valéria?! Não é necessário o uso de superlativos... Basta dizer que é uma amiga muito especial! Tão especial que já anda de "sandalinhas" no meu coração! Sempre presente! 

Presença-viva! Não preciso dizer mais...

domingo, 3 de abril de 2011

Baú dos Caminheiros: Altruísmo

"Aprender...", de Hugo


Baú dos Caminheiros: Eder Ribeiro


"procuro saber para me saber
conhecer o outro para me reconhecer,
isolado tudo que reflete não me é espelho
por isso cabe-me conjugar o verbo ser
somente na terceira pessoa do plural
posto que a vida a sós me é singular;
faço de cada um, espelho!
não necessariamente para sê-lo
somente me é possível ser
tendo o outro como companheiro;
procuro conhecer sem a intenção da completude
saber-me incompleto faz me ver em vários,
o outro não me é contrário
e nem tão pouco o meu inverso
visto que cada um eu recebo com um amplexo;
o universo em sua infinitude
dá a dimensão do que me é necessário
ser-vos antes de eu ser
posto que se eu sou, nada sou!
mas vós em mim, eu deixo de ser...
somos plurais"

Publicado em 05 de julho de 2008, no Gotas de Prosias.


O meu amigo Eder fez essa bela homenagem à sua mãe,  ressaltando o altruísmo vivenciado no cotidiano, refletido pois no aprendizado de vida e na formação do seu caráter.


É como assinalou o Élcio Tuiribepi, ao comentar o poema: "... muito lindo o saber-se assim, às vezes incompleto, que é na verdade saber-se inteiro..."


E eu concordo com o Eder, posto que, saber-se incompleto permite ver-se nos outros, compreender-se nos outros e,  por vezes, revirar-se ao avesso na constante busca do próprio refazimento de si.


O Eder é uma das raras pessoas que sabem acolher com a generosidade do coração e que, por isso mesmo, qualquer um aprende fácil a admirá-lo, a querer sua amizade e a orgulhar-se da mútua pertença construida. Meu fraterno abraço, amigo Eder.


Visite o Gotas de Prosias! Tenho certeza de que também se encantará!

sábado, 19 de março de 2011

Baú dos Caminheiros: Não...

"O Beijo", de Vitor Silva


Baú dos Caminheiros: Fúlvio Ribeiro

Não me ame, além do que posso te amar...
Não me peça aquilo que não tenho,
Não grite meu nome tão alto,
Tirando de sua voz a doçura...

Não me procure onde nunca estarei...
Não me prometa nada,
Só olhe em meus olhos...

Não se preocupe em ter “Isso” amanhã...
Viva comigo “Isso” hoje... Sem que “Isso” nos faça reféns.

E ao acordar,
“Isso” nascerá novamente,
Pois “Isso” que nos une com tanta beleza,
Eu chamo de Amor.
 Fúlvio Ribeiro


Publicado no dia 24 de agosto de 2010 no Reflexóes.

Este poema do Fúlvio é algo de maravilhoso! Quando o li, lá em agosto de 2010, já náo resisti e naquela ocasião, mesmo antes de pensar nessa coluna quinzenal (Baú dos Caminheiros) eu manifestei ao Fúlvio que gostaria de publicá-lo aqui. E hoje, com imensa alegria, cumpro o que foi dito.

Fúlvio é um desses raros poetas que conseguem cochichar palavras de despertamento. Que encanta pelo hábil "manejo das letras" e que "cutuca" as emoções já guardadas pelo tempo. Enfim, a poesia tem essa possibilidade impar de falar a cada um de um jeito especial. 

Conheça o Blog do Fúlvio, o Reflexões! Tenho certeza de que se encantará!

sábado, 5 de março de 2011

Baú dos Caminheiros: O Armário e as Gavetas...

"Gavetas...", de Isa Mar


Baú dos Caminheiros: Chica

Nossas vidas e acontecimentos podem ser simbolizados por um armário cheio de gavetas...

Armário mesmo, não uma cômoda, pois há elementos que ali serão apenas colocados em cabides... ficarão suspensos ou por querermos analisá-los melhor ou pela praticidade de querermos os encontrar mais fácil...

Assim vamos colocando em nosso armário: gavetas das chatices, dos trabalhos, outra para as dificuldades ou quase impraticáveis, e essa é braba...

Nela cabem as tentativas que fizemos sem resultados para fazer pessoas que estão perto de nós crescerem na vida, querendo ajudar da melhor maneira, mostrando com exemplos, tentando abrir os olhos tantas e tantas vezes sem o menor êxito... apesar de termos vontade de conseguir realizar...

Há ainda as já fechadas, as semi-abertas, a das realizações, satisfações e alegrias, dos amores, a dos sonhos, dos problemas dos filhos, netos e assim vamos nós, formando, pela vida afora, nossas gavetas...

Algumas nunca mais abrimos.

Deixamos que fiquem emperradas, nem queremos abrí-las...

Outras se abrem involuntariamente. Quando vemos ,estão abertas...e seus conteúdos passeando diante de nós, de nossos olhos...

Assim vamos indo num eterno acondicionamento de ítens em nossas gavetas...


Um dia, fatalmente seremos obrigados a reuní-las e com ou sem catalogação, será a hora da faxina...hora da revisão...

E todas serão então abertas e se mostrarão...

Valeu a pena ou não valeu? E os fatos, enquanto isso, desfilando em nossas memórias.

Que bom se todo o conteúdo de nossos armários nos desse prazer em reencontrar, revivendo com alegria cada fato ali mostrado.

Mas , lógico, nem sempre será assim...

Por isso, o melhor que temos a fazer é conseguir desde sempre, deixá-las organizadas de forma que sejam guardados os que valem a pena...os que nos acrescentaram na vida, os que mesmo tristes, como uma perda, podem nos lembrar com saudade de bons momentos e tempos vividos.

Pra que guardar lixo?

Pra que guardar ódios e tantos ressentimentos?

Eles se guardados, insistirão em passar num desfile provocativo, diante de nós, como se dissessem e ainda, bem desaforadamente colocassem a língua, como crianças rebeldes:

-Estão vendo? Quem se ralou foram vocês mesmo...

Vamos então tentar eliminar essas porcarias das gavetas e se já , por muita sorte, estiverem nas gavetas emperradas, ainda assim, vamos cadeá-las, perdendo a chave...

Essas, realmente não valem a pena se remexidas, apesar de terem feito parte do nosso armário...

Bom é apreciar o desfile dos sorrisos, das peripécias, peraltices que vivemos, fizemos ou assistimos...

E ainda bem, foram tantos!

Essa revisão vale a pena e nos faz ter vontade de deixá-los numa gavetinha bem especial, sempre bem perfumada e arejadinha ...

E um dia, quando a chave desse nosso armário passar para outros, que possam apenas encontrar boas coisas para lembrar de nós.

Assim, ainda que a madeira esteja velhinha e até carcumida por "cupins", eles nem serão lembrados...

Conseguirão retirar dali apenas o bom e o bem...e certamente, os colocarão em suas próprias gavetinhas...



Publicado originalmente numa terça-feira, dia 3 de novembro de 2009, lá no Coisinhas da Chica.

Um texto maravilhoso da Chica! Uma metáfora inspiradora! Uma reflexão dolorosa, tamanho nosso apego a "coisas' guardadas que só fazem "requentar" o que precisa ser lançado fora, extirpado sem piedade! 
Conheça um pouco mais da Chica! Visite: Coisinhas da Chica. Deixe-se encantar! Obrigado, Chica, por permitir a partilha!

domingo, 20 de fevereiro de 2011

Baú dos Caminheiros: Minha Gaivota

MINHA GAIVOTA

 Baú dos Caminheiros: Mari Amorim

Sempre é tempo de recomeçar. Em qualquer situação podemos abrir novas portas, conhecer novos lugares, novas pessoas, ter outros sonhos. Renovar o nosso compromisso com a vida e assim, renascer para a vida e alcançar a felicidade. 

 

Não importa quem te feriu, o importante é que você ficou. Não interessa o que te faltou, tudo pode ser conquistado. Não se ligue em quem te traiu, você foi fiel. Não se lamente por quem se foi, cada um tem seu tempo. Não reclame da dor, ela é a conselheira que nos chama de volta ao caminho. Não se espante com as pessoas, cada um carrega dentro de si, dores e marcas que alteram o seu comportamento, ora estamos felizes e transbordamos de alegria e paz, ora estamos melancólicos e só queremos ficar sozinhos... 

 

O mundo está cheio de novas oportunidades, basta olhar para a terra depois da chuva. Veja quantas plantinhas estão surgindo, como o verde se espalha mais bonito e forte depois da tempestade. 

 

As portas se abrem para os que não tem medo de enfrentar as adversidades da vida, para os que caíram, mas se levantam com o brilho de vitória nos olhos. 

 

Todo o caminho tem duas mãos, uma que seguimos ainda com passos inseguros, com medo, porque não sabemos ainda o que vamos encontrar lá na frente, na volta, mesmo derrotados, já sabemos o que tem no caminho, e quando um dia, resolvemos enfrentar os nossos medos e fazer essa viagem novamente, somos mais fortes, nossos passos são mais firmes, já sabemos onde e como chegar ao destino, o destino é a vitória, o seu destino é ser feliz, eu creio nisso, e você? 

 

Você está pronto para recomeçar? O caminho está a tua espera, pé na estrada, coloque um sonho na alma, fé no coração e esperança na mochila, a vida se enche de novidades para os que se aventuram na viagem que conduz a verdadeira liberdade





Este texto foi publicado em 2008, não consegui saber a data exata. Vale dizer que ele provocou profundas reflexões e permitiu algumas decisões pontuais. Fiz algumas releituras e num momento em que precisava refletir sobre escolhas... As asas haviam desaprendido  o voo e a imensidão do céu e do mar já faziam meus olhos clamarem por horizontes a desbravar...

Mari é uma poetisa que faz rimas da vida e seus amores, dos sonhos e buscas, das verdades e dores, do ser humano e seu esplendor... enfim, encanta pela beleza e magia de brincar com as palavras!

Visitem o blog Mari Brincando com a Rima! Tenho absoluta certeza de que ficarão encantados, como eu estou! 


domingo, 6 de fevereiro de 2011

As Mãos

"As mãos", de Mafalda

Baú dos Caminheiros - Isadora

Pois é... Depois de longas férias é tempo de voltar! E neste ano o Caminhar & Ruminar completará o seu primeiro aniversário. Assim, de fevereiro a abril publicarei, quinzenalmente, com a devida permissão, postagens garimpadas nos blogs dos caminheiros que transitam por aqui. É o Baú dos Caminheiros! E na próxima semana inauguraremos o Baú do Caminhar, com republicações de algumas de nossas postagens.

Então, até pela força da metáfora permitida, neste primeiro Baú dos Caminheiros escolhi o texto de Isadora, "As Mãos", publicado em 8 de dezembro de 2009, no Tantos Caminhos, para inaugurar o espaço. E embora sejam permitidas outras compreensões, as mãos aqui retratadas remetem a cada uma das amizades tecidas no caminho e do quanto é importante a cumplicidade. É como diz a própria Isadora: "As mãos se procuram para que os sonhos andem juntos".

Eis aí o belíssimo texto: 

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 As Mãos


Quando você vai entender que são preciso dois.

O tempo não esperará e esse um virará dois.

É assim, muitas pessoas são especiais. Segure logo a minha mão.

Não deixe que outro venha e pegue a minha mão.

Eu posso partir.

As mãos se procuram para que os sonhos andem juntos.

Não deixe que outro venha e pegue a minha mão. É possível que eu vá atrás de outros sonhos e segure essa outra mão.

Amores são possíveis, Amores são leais, Amores são desiguais.




Visite o Tantos Caminhos! Tenho certeza de que você se encantará!