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domingo, 4 de julho de 2021

Fila Indiana



 Metáfora

Para mim os homens caminham pela face da Terra em fila indiana.
Cada um carregando uma sacola na frente e outra atrás.
Na sacola da frente, nós colocamos as nossas qualidades.
Na sacola de trás guardamos os nossos defeitos.
Por isso, durante a jornada pela vida, mantemos os olhos fixos nas virtudes que possuímos, presas em nosso peito.
Ao mesmo tempo, reparamos impiedosamente nas costas do companheiro que está adiante, todos os defeitos que ele possui.
E nos julgamos melhores que ele, sem perceber que a pessoa andando atrás de nós, com igual falta de piedade, pode estar pensando a mesma coisa a nosso respeito.

Mude, porque ainda dá tempo!

quinta-feira, 27 de maio de 2021

O Eco





Metáfora


Um filho e um pai caminhavam por uma montanha. De repente, o menino cai, se machuca e grita:

Aiiiii!!

Para sua surpresa, escuta sua voz repetindo, em algum lugar da montanha:

Aiiiii!!

Curioso ele pergunta:

Quem é você?

E recebe como resposta:

Quem é você?

Contrariado, grita, já nervoso:

Seu covarde!

Olha para o pai e pergunta, aflito:

O que é isso!

O pai sorri e fala:

Meu filho, preste atenção!

Então o pai grita em direção à montanha:

Eu admiro você!!

A voz responde:

Eu admiro você!!

De novo, o pai grita:

Você é um campeão!!

A voz responde:

Você é um campeão!!

O menino fica espantado. Não entende. Então o pai, serenamente, explica:

Meu filho, as pessoas chamam isso de eco, mas na verdade, isso é a vida. Ela lhe dá de volta tudo o que você diz. Nossa vida é simplesmente reflexo de nossas ações.


Se você quer mais competência da sua equipe, desenvolva a sua própria competência. Se você quer mais compreensão, seja gentil. O mundo é somente a prova da nossa capacidade. Tanto no plano pessoal quanto no profissional, a vida vai lhe dar de volta o que você der a ela.


quarta-feira, 23 de agosto de 2017

O Gosto do Sal



Metáfora
O velho Mestre pediu a um jovem triste que colocasse uma mão cheia de sal em um copo d'água e bebesse. Depois perguntou:

— Qual é o gosto?

O aprendiz, sem delongas respondeu logo:

— Ruim.

O Mestre sorriu e pediu ao jovem que pegasse outra mão cheia de sal e levasse a um lago. Os dois caminharam em silêncio e o jovem jogou o sal no lago, então velho disse:

— Beba um pouco dessa água.

Enquanto a água escorria do queixo do jovem, o Mestre perguntou:

— Qual é o gosto?

O aprendiz, monossílabo, respondeu:

— Bom!

O Mestre insiste:

— Você sente o gosto do sal?

— Não, Mestre. Nem um pouco de gosto do sal.

O Mestre então sentou-se ao lado do jovem, pegou sua mão e disse:

— A dor na vida de uma pessoa é inevitável.  Entretanto, o sabor da dor depende de onde a colocamos. Então, quando você sofrer, a única coisa que você deve fazer é aumentar a percepção das coisas boas que você tem na vida. Deixe de ser um copo. Torne-se um lago.

quinta-feira, 20 de julho de 2017

A Paz Perfeita


Metáfora
Havia um rei que ofereceu um grande prêmio ao artista que fosse capaz de captar numa pintura a paz perfeita. Foram muitos os artistas que tentaram. O rei observou e admirou todas as pinturas, mas houve apenas duas de que ele realmente gostou e teve que escolher entre ambas.


A primeira era um lago muito tranquilo. Este lago era um espelho perfeito onde se refletiam umas plácidas montanhas que o rodeavam. Sobre elas encontrava-se um céu muito azul com tênue nuvens brancas. Todos os que olharam para esta pintura pensaram que ela refletia a paz perfeita. 


A segunda pintura também tinha montanhas. Mas estas eram escabrosas e estavam despidas de vegetação. Sobre elas havia um céu tempestuoso do qual se precipitava um forte aguaceiro com faíscas e trovões. Montanha abaixo parecia retumbar uma espumosa torrente de água. Tudo isto se revelava nada pacífico. 


Mas, quando o rei observou mais atentamente, reparou que atrás da cascata havia um arbusto crescendo de uma fenda na rocha. Neste arbusto encontrava-se um ninho. Ali, no meio do ruído da violenta camada de água, estava um passarinho placidamente sentado no seu ninho. Paz perfeita.


Qual pensas que foi a pintura ganhadora? O rei escolheu a segunda. Sabes por quê?

"Porque", explicou o rei, "paz não significa estar num lugar sem ruídos, sem problemas, sem trabalho árduo ou sem dor."


"Paz significa que, apesar de se estar no meio de tudo isso, permanecemos calmos e inteiros no nosso coração. Este é o verdadeiro significado da paz".

segunda-feira, 19 de junho de 2017

A Viagem de Trem


Metáfora
 Dia desses, li um livro que comparava a vida a uma viagem de trem.  Uma comparação extremamente interessante, quando bem interpretada.
 
Interessante, porque nossa vida é como uma viagem de trem, cheia de embarques e desembarques, de pequenos acidentes pelo caminho, de surpresas agradáveis com alguns embarques e de tristezas com os desembarques... 


Quando nascemos, ao embarcarmos nesse trem, encontramos duas pessoas que, acreditamos que farão conosco a viagem até o fim: nossos pais. Não é verdade. Infelizmente, em alguma estação, eles desembarcam, deixando-nos órfãos de seus carinho, proteção, amor e afeto. Mas isso não impede que, durante a viagem, embarquem pessoas interessantes que virão ser especiais para nós: nossos irmãos, amigos e amores.


Muitas pessoas tomam esse trem a passeio. Outras fazem a viagem experimentando somente tristezas. E no trem há, também, outras que passam de vagão em vagão, prontas para ajudar quem precisa.


Muitos descem e deixam saudades eternas. Outros tantos viajam no trem de tal forma que, quando desocupam seus assentos, ninguém sequer percebe.


Curioso é considerar que alguns passageiros que nos são tão caros acomodam-se em vagões diferentes do nosso.Isso nos obriga a fazer essa viagem separados deles. Mas isso não nos impede de, com grande dificuldade, atravessarmos nosso vagão e chegarmos até eles. O difícil é aceitarmos que não podemos sentar ao seu lado, pois outra pessoa estará ocupando esse lugar.


Essa viagem é assim: cheia de atropelos, sonhos, fantasias, esperas, embarques e desembarques.  Sabemos que esse trem jamais volta.


Façamos essa viagem da melhor maneira possível, tentando manter um bom relacionamento com todos, procurando em cada um o que tem de melhor, lembrando sempre que, em algum momento do trajeto poderão fraquejar, e, provavelmente, precisaremos entender isso.


Nós mesmos fraquejamos algumas vezes. E, certamente, alguém nos entenderá. O grande mistério é que não sabemos em qual parada desceremos. E fico pensando: quando eu descer desse trem sentirei saudades? Sim.


Deixar meus filhos viajando sozinhos será muito triste. Separar-me dos amigos que nele fiz, do amor da minha vida, será para mim dolorido.Mas me agarro na esperança de que, em algum momento, estarei na estação principal, e terei a emoção de vê-los chegar com sua bagagem, que não tinham quando embarcaram.


E o que me deixará feliz é saber que, de alguma forma, eu colaborei para que
essa bagagem tenha crescido e se tornado valiosa.


Agora, nesse momento, o trem diminui sua velocidade para que embarquem e desembarquem pessoas. Minha expectativa aumenta, à medida que o trem vai diminuindo sua velocidade...


Quem entrará? Quem sairá?


Eu gostaria que você pensasse no desembarque do trem, não só como a representação da morte, mas, também, como o término de uma história, de algo que duas ou mais pessoas construíram e que, por um motivo ínfimo, deixaram desmoronar.


Fico feliz em perceber que certas pessoas como nós, têm a capacidade de reconstruir para recomeçar.


Isso é sinal de garra e de luta, é saber viver, é tirar o melhor de "todos os passageiros". Agradeço muito por você fazer parte da minha viagem, e por mais que nossos assentos não estejam lado a lado, com certeza, o vagão é o mesmo.