sábado, 16 de abril de 2011

Baú dos Caminheiros: Onde

Imagem : http://images.google.com.br
 Baú dos Caminheiros: Valéria

ONDE

Numa noite como essa,
tudo o que eu queria
era estar em teus braços...
Mas, abraço o vazio, que você deixou.
E diante de tantos cansaços
da quase morte da esperança,
insisto em me perguntar,
desafiando sua indiferença...
Onde te encontrar?
Senão aqui...no meu coração
lugar que te dei morada,
ainda que por ti abandonada...
Onde você está agora...
além de em meus pensamentos,
que nessa imensa solidão
mais parecem tormentos...
ValériaC



A poesia de Valéria foi publicada em abril de 2010, poucos dias depois do nascimento do DolceAlgodão e coincidentemente, no mesmo mês em que nascia o Caminhar & Ruminar.

E esta é uma das poucas poesias em que a tristeza passeia pelos versos de Valéria. Aqui ela falava de solidão. A imagem, tão bem escolhida, também remetia à solidão. E, nos comentários, pairava no ar a compreensão da ausência provocando dores, mas também convidando a refazer-se, a recomeçar, a "reinaugurar" outros sonhos!

As poesias de Valéria "escutaram"... Ela canta o amor, de um jeito alegre e convidativo, que instiga e provoca despertamentos em quem passeia pelo DolceAlgodão e por lá se "lambuza" de encantamentos.

E o que dizer de Valéria?! Não é necessário o uso de superlativos... Basta dizer que é uma amiga muito especial! Tão especial que já anda de "sandalinhas" no meu coração! Sempre presente! 

Presença-viva! Não preciso dizer mais...

9 comentários:

  1. Gilmar meu amigo...que surpresa abrir meu Blog e nas atualizações encontrar um gesto seu tão lindo...que meu enternece o coração, me alegra profundamente. Todas as palavras que eu diga, serão insuficientes para agradecer o valor de suas palavras e especialmente de sua amizade.
    Voce sabe e volto a dizer que o admiro muito, voce é um ser humano da melhor qualidade e fico feliz em tê-lo como amigo.
    Te deixo meu abraço...tenha um excelente final de semana...
    Valéria

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  2. Gilmar, de forma alguma perdeu o meu carinho pelo teu espaço e muito menos por você meu amigo.
    Sim, não tenho vindo muito, mas de forma alguma significa que o abandonei.

    Tenho até umas palavras pra te deixar, o agradecimento de meu filho Marco Antonio, pelo teu comentário no poema O Bardo, que postei no Rabiscos.
    Ele ficou impressionado com a análise tão profunda que fizestes.

    Quanto a poesia de Valéria, estou vivendo exatamente cada verso dela, mas sei que há de passar.

    Um abraço com carinho.
    E voltarei, tá?
    :)

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  3. Gilmar, o poema relamente é deslumbrante, e o que dizer da tua homenagem, linda, desta que só encontramos em pessoas de alma boa. Parabéns aos dois. Deixo o meu afeto.

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  4. Hoje, início da Semana Santa, o meu desejo de paz e alegria é para vc... bem como uma chuva de:

    Orvalho do Céu (uma “Chuva de Néctar da Verdade”... ou de Palavras de Deus)...

    Estarei oferecendo um Retiro em meu Blog durante toda semana, passo para convidar e aguardar a sua visita...
    Preparei tudo com todo o meu carinho fraternal... Espero que lhe seja útil!!!
    É exatamente isso que lhe digo nesse tempo que estamos entrando:
    Uma Abençoada Semana Santa e uma Páscoa extremamente feliz!!!
    Bjs de paz e achocolatados desde já pois estarei também em Retiro Espiritual.


    http://espiritual-idade.blogspot.com/

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  5. Um poema que fala da ausência em cada verso.Muito bom.
    A sua declaração de admiração e amizade é tocante, simples e bonita.
    beijos

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  6. Sim, belos os versos...belos e compartilháveis...E bela tbem a forma como se refere a eles, os versos, e à ela...a dona dos versos...

    abraços..

    Ah...e muito obrigada pelo encantador ocmentário em meu blog.

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  7. Uma singela, bela e merecida homenagem, parabéns pelo gesto!
    Uma semana de Páscoa de muita paz, amor e alegrias.
    Abracos

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  8. Meu querido amigo

    Muito linda esta poesia da Valéria, ela escreve com muita sensibilidade, uma boa escolha.

    Beijinho com carinho
    Sonhadora

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  9. Lindo texto!
    Posso dizer que por muitas vezes sinto-me assim.
    Beijos!

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Fique à vontade!
Os comentários têm a função precípua de precipitar a maturação da reflexão, do texto “apossado”. É um ponto de partida, sem o ponto de chegada. É o exercício da empatia no rompimento do isolacionismo, posto que, tudo está conectado. É a sua fala complementando a minha. Por isso mesmo fique à vontade para o diálogo: comentar, concordar, discordar, acordar...

Imagens dos Caminhos