terça-feira, 14 de junho de 2011

Lençóis Sujos

"Janela aberta"


Metáfora da Semana

 

Um casal, recém-casado, mudou-se para um bairro muito tranqüilo. Logo na  primeira manhã que passavam na casa, enquanto tomavam café, a mulher reparou, atráves da janela, em uma vizinha que pendurava lençóis no varal e comentou com o marido: 


- Que lençóis sujos ela está pendurando no varal! 


- Está precisando de um sabão novo. Se eu tivesse intimidade perguntaria se ela quer que eu a ensine a lavar as roupas! 


O marido observou calado. 


Alguns dias depois, novamente, durante o café da manhã, a vizinha pendurava lençóis no varal e a mulher comentou com o marido: 


- Nossa vizinha continua pendurando os lençóis sujos! Se eu tivesse intimidade perguntaria se ela quer que eu a ensine a lavar as roupas! 


E assim, a cada dois ou três dias, a mulher repetia seu discurso, enquanto a vizinha pendurava suas roupas no varal. 


Passado um tempo a mulher se surpreendeu ao ver os lençóis muito brancos sendo estendidos, e empolgada foi dizer ao marido: 


- Veja, ela aprendeu a lavar as roupas, Será que outra vizinha ensinou??? Porque eu não fiz nada.


O marido calmamente respondeu: 


- Não, hoje eu levantei mais cedo e lavei os vidros da nossa janela! 


E assim é.Tudo depende da janela, através da qual observamos os fatos. 

4 comentários:

  1. E realmente é assim que às vezes enxergamos - com as janelas da alma enlameadas... Por isso que um choro, cai bem: ajuda-nos a limpa-las! Um abraço, Deia

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  2. É. Muita coisa a se pensar a partir disso.
    Um grande bj querido amigo

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  3. Nossa, perfeito, belo ensinamento, não esperava por esse final, bem verdade isso, muitas vezes não olhamos primeiro para nós mesmos! ^^ Abraço!

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  4. Fantástica esta metáfora meu amigo...é incrível a capacidade de se julgar os outros, sem perceber que todo o referencial usado pode estar distorcido, por quem focaliza.
    Que seja maravilhoso o seu dia...um abraço
    Valéria

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Os comentários têm a função precípua de precipitar a maturação da reflexão, do texto “apossado”. É um ponto de partida, sem o ponto de chegada. É o exercício da empatia no rompimento do isolacionismo, posto que, tudo está conectado. É a sua fala complementando a minha. Por isso mesmo fique à vontade para o diálogo: comentar, concordar, discordar, acordar...

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