É muito comum as interpretações equivocadas, feitas por “escutas imaginárias” ou percepções distorcidas. Dois casos aqui ilustram bem o assunto. No primeiro, inclusive, há um duplo ruído e o segundo demonstra o quanto a fofoca pode ser surpreendida.
I - Um velhinho tarado
Aquele velhinho cismava que a idade não o alcançara em perda de ânimo e apetite sexual. Estava sempre batendo à porta do médico, no posto de saúde, solicitando vitaminas e outros “energéticos”.
Certo dia, nem reparou na superlotação do posto de saúde, com atendimentos apressados e uma correria só. O médico, que sempre lhe atendia, já estava quase “neurótico”, tamanha pressão dos populares.
Ainda assim, lá foi ele. Bateu à porta e foi logo entrando.
— Seu Doutor, hoje o assunto é grave! É que arranjei uma namoradinha, bem novinha, dessas bem “fogosa” e preciso demais de um “remedinho azul”.
— Mas o senhor, com a sua idade, não pode ficar tomando tais remédios não. Sua pressão não permite! Depois dos 80 é sempre um risco! Melhor não facilitar. Precisamos pensar em outro procedimento, talvez alguma vitamina elaborada especialmente para o seu perfil clínico.
Nisso tudo a confusão só aumentava lá fora. E, na correria, nem bem o velhinho perguntou o que poderia ser então e o médico, tentando ganhar um tempo, já foi logo dizendo:
—O senhor come pão de queijo. Faz bem à saúde e pode ajudar. Isso. É isso. Come pão de queijo e volta aqui depois de amanhã. Aí conversaremos direito.
E saiu para os atendimentos.
Nisso o velhinho saiu resmungando. "Será que pão de queijo faz o "negócio" ficar duro? Será que endurece mesmo? Nunca ouvi falar disso não, mas isso não é coisa prá discutir".
Assim, tentando entender, já correu para a primeira padaria e foi logo pedindo:
— Minha filha, me vê aí 40 pães de queijo!
A mocinha, sorrindo, já disse:
—Xiiii! Vai endurecer a metade!
O velhinho nem pensou:
— É mesmo? De verdade? Então me vê logo 80, que vou levar pra comer agora!
II- Confusão no Velório
Eram dois pescadores gêmeos. Um casado e outro solteiro. O solteiro tinha uma lancha de pesca já velha.
Um dia, a mulher do casado morre. E como desgraça nunca vem só, a lancha do irmão solteiro afunda-se no mesmo dia.
Uma senhora, dessas velhotas curiosas e fofoqueiras, soube da morte da mulher e resolve dar os pêsames ao viúvo, mas confunde os irmãos e acaba por se dirigir ao irmão que perdeu a lancha.
- Eu só soube agora. Que perda enorme. Deve ter sido terrível para você.
O solteiro, sem entender bem, explicou:
- Pois é. Estou arrasado. Mas é preciso ser forte e enfrentar a realidade. De qualquer modo, ela já estava muito velha. Tinha o traseiro todo arrebentado, fedia a peixe e vazava água como nunca vi. É verdade que ela tinha uma grande racha na frente e um buraco atrás que, cada vez que eu a usava, ficava ainda maior. Mas eu acho que o que ela não aguentou foi que eu, de vez em quando, a emprestava a quatro amigos que se divertiam com ela. Eu sempre lhes disse para eles irem com calma, mas desta vez foram os quatro juntos e isso foi demais para ela...
A velha fofoqueira desmaiou!
Uma ótima quinta, a todos!





