quinta-feira, 15 de maio de 2014

Mãos de Educadores

Meus Rabiscos



A exuberância artística de Ilana Yahav, que desenha na areia, sobre uma mesa de vidro, usando apenas os dedos e as mãos, confunde-se com as "mãos de educadores"... "mãos" que constroem a exuberância humana!

Mãos, que criam movimentos na areia viva, grão a grão, formando cenas e permitindo que a emoção ouse sussurrar o verbo encantar...


Mãos, que desenham o oceano humano e as peripécias das ondas, no constante movimento do aprender a aprender...


Mãos, que num mágico movimento, de areias lançadas rumo ao futuro, convidam nosso olhar ao redesenho do ser... à riqueza de sua transformação!
Então, imagine os movimentos das asas dos sonhos trazidos aos bancos da escola... dos sonhos que alimentam nossas crenças... nossos propósitos... nosso fazer!


Imagine como o sol de cada aula acolhe, no diálogo do aprender, as vidas que se constroem nos gestos, olhares, sorrisos e afagos que o mestre empresta, sem quaisquer reservas!


O sublime ato de educar "se identifica com o pensar e o refletir. E tanto o prensar como o refletir ocorrem a partir da construção do texto de cada um. Na verdade, ao pensar construímos dentro de nós um texto, um discurso, uma fala para dentro. Quando ensinamos, aprendemos, nós mesmos, a tomar posse de nossa reflexão, em nós ou no outro" (Carlos Abdalla).


Permita-se, antes, durante e depois das aulas mais cinzentas, ser pássaro, de asas brancas cor-de-paz, construindo gente... a cada dia... a cada instante!


Assim é você, educador: um grande artista da alma humana. Capaz de juntar cada grão de areia e dar-lhe vida, forma, cor e sentido! 

Suas mãos, Mestres, tecem o nascer do sol que faz respirar o amanhã! Tecem a vida, humanizam os sonhos... Tecem gente!


Apenas Imagine!





Publicado originalmente em 19 de maio de 2010

domingo, 11 de maio de 2014

O segredo do perfume

Metáfora



Conta-se que  aquela fábrica produzia o melhor perfume do mundo. Nada se igualava ! 

Certa  feita, tendo falecido o dono, veio a assumir os negócios da família o filho mais velho, formado numa grande universidade. Sua primeira medida foi providenciar um enxugamento do quadro de pessoal. Começou a demitir os que ganhavam os maiores salários.
  
Um fato porém o indignou: um velhinho de aproximadamente 70 anos, 50 dos quais dedicados àquela fábrica, tinha o maior salário,  ele só trabalhava uma vez por semana e por exatos 20 minutos. Soubera que era um especialista em odores e cuidava da qualidade do perfume.  Demitiu-o sem o menor constrangimento, pois afirmava que os técnicos cuidariam da qualidade.
   
Passados alguns meses, a fábrica  amargava uma terrível crise: produtos sendo devolvidos, poucas vendas, contratos desfeitos e muitas reclamações. O perfume nunca mais fora o mesmo, desde a saída do velhinho. 

Inconformado e preocupado, mandou chamar o velhinho e  pôs-se a interrogá-lo:
  
— Como pode?! Está tudo errado! O que está acontecendo?! Desde a sua saída a empresa acumula sérios prejuízos! Por que o perfume não é mais o mesmo?
   
—Olha filho! Há 50 anos eu e seu pai criamos esta fábrica ! Nunca quis ser o sócio. O dinheiro nunca me fascinou. O meu fascínio são os perfumes, os odores, as pessoas! Há 50 anos eu cuido disso! Quando você me vê passar pelos tonéis e apoiar minha bengala sobre eles, não imagina o que se passa não é mesmo??!! Pois eu lhe digo meu filho. É exatamente neste instante que estou colocando a essência do  perfume e só eu tenho  esta fórmula, pois ela me foi ensinada por meu pai e vem de geração em geração. Ela é injetada através de minha bengala. Este é o segredo ! E agora, o que pretende fazer com toda a arrogância que desmanchou a essência do perfume?
 

quarta-feira, 7 de maio de 2014

De Quem é a Bola



Outros Autores
A bola


É de Adão e Eva
É do Governo
É do sistema
É do pai. . . da mãe
È da Igreja
É da Escola
Afinal, de quem é a bola?

ADÃO E EVA:

No princípio do mundo, Adão e Eva cometeram a primeira falta contra Deus. Os homens passaram a atribuir todo o mal do mundo —as doenças, as crises, os sofrimentos— à falta cometida por Adão e Eva.

“A bola “ , o problema, era sempre atribuído ao pecado de Adão e Eva. Acontece que as crises foram aumentando, o mundo evoluindo, o homem conscientizando-se e concluindo que a bola não era de Adão e Eva e jogaram-na para o Governo. A bola passou a ser do Governo...


O GOVERNO:

O Governo passou a ser responsável por todos os problemas, por todos os males que envolviam a humanidade. O povo passava fome por causa do Governo. A educação não ia bem , por causa do Governo... Professores e alunos não eram competentes, por causa do Governo... Coitado do Governo...  Coitado do Presidente... Jogaram a bola para as suas mãos, responsabilizando-o dos pequenos e grandes problemas. Acontece que o Governo fez uma minuciosa análise e concluiu que a bola não era dele, mas do sistema . Levaram então a bola para o sistema...


O SISTEMA:

Quem é o senhor Sistema? O que ele faz? Onde ele fica? Todas as famílias acusam o senhor Sistema como responsável pelos problemas. Responsabilizam pais, educandos e educadores ao sistema, pelo elevado número de marginais adolescentes que aparecem nas grandes capitais, culpam o senhor Sistema de não tê-los educado e não possuírem família. O povo continua a questionar: De quem é a bola? E acham como resposta , que a bola é do pai e da mãe...


O PAI E A MÃE:

O pai e a mãe entram em polêmica. O pai joga a bola para a mãe, acusando-a de co-responsável pela educação dos filhos. Se os filhos vão mal, ele diz: “Você não pára em casa; você não os acompanha: não cuida de sua saúde; só pensa em emancipação; quer ter os mesmos direitos dos homens; trabalha dois horários”. Essa família vai mal. A mãe por sua vez, sentindo-se injustiçada joga a bola para o pai, acusando-o por não estar presente no lar, nos momentos difíceis de educar, dizendo-lhe que ele só tem tempo para o futebol, trabalho, amigos e cerveja no boteco. Essa família vai muito mal. Acontece que os dois em crise, resolveram justificar um erro de responsabilidade jogando a bola  para a Escola...


A ESCOLA:

A escola recebe os reflexos dos problemas familiares e sociais traduzidos em alunos subnutridos, carentes, de aprendizagem lenta, desajustados...

Mas a escola resolve se isentar desta responsabilidade de educar e diz que o problema, “a bola” é do pai, da mãe, do Sistema, do Governo e que ela só vai fazer aquilo que lhe compete...

Acontece que a bola continua solta...  O mundo em decadência, as crises aumentando, os homens se violentando, as crianças se degenerando e o mundo que foi criado para ser paraíso, passa a ser um campo de concentração, guerras de desamor...

“A  bola” está sendo jogada para lá e para cá. O problema não chega a uma solução, por que todos tiram o corpo fora, omitindo-se e tornando-se alheios diante de amor , da responsabilidade.

Portanto,  fica com você, agora  “ A BOLA “.

Fonte: Apostila da Faculdade de Filosofia , Ciências e Letras de Boa Esperança. Professora Iara Naves Borges.1994.

sábado, 3 de maio de 2014

Tal cão, tal dono...

Humor



O Engenheiro ordenou a seu cachorro:


 - Escalímetro,  mostra tuas habilidades!


 O Cãozinho pegou um martelo, umas tábuas e num instante construiu  uma casinha para cachorros. Todos admitiram que era um façanha.


 O contador disse que seu cão podia fazer algo melhor:


- Cash Flow, mostra tuas habilidades!


O cachorro foi à cozinha, voltou com 24 bolinhos, dividiu os 24 bolinhos em 8 pilhas de 3 bolinhos cada. Todos admitiram que era genial.


O químico disse que seu cão podia fazer algo melhor:


 - Óxido, mostra tuas habilidades!


 Óxido caminhou até a geladeira, pegou um litro de leite, umas bananas, colocou tudo no liquidificador e fez uma vitamina. Todos aceitaram que era impressionante.


O informático sabia que podia ganhar de todos:


 - Megabyte, vamos lá! 


Megabyte atravessou o quarto, ligou o computador, verificou se tinha virus, redimensionou o sistema operativo, mandou um e-mail e instalou um jogo excelente. 

Todos sabiam que este era muito difícil de superar. Olharam então para o político e disseram: 

-E o seu cão, o que pode fazer?


O político chamou seu cão e disse:


-Deputado, mostra tuas habilidades!


Deputado deu um salto, comeu os bolinhos, tomou a vitamina, cagou na casinha, deletou todos os arquivos do computador,  armou a maior zorra com os outros cachorros e expulsou todo mundo, exibindo um título falso de propriedade. Em seguida, alegou imunidade parlamentar.


E todo  mundo continua aplaudindo, até hoje, as peripécias do Deputado.