terça-feira, 13 de julho de 2010

O momento certo

Foto: Jump, de André

Não se impaciente nos dias em que você se sentir titubeante e inseguro.
Haverá o momento de avançar novamente, firme e cheio de coragem.
Espere!
Não se debata quando todos os seus sonhos parecerem
aprisionados numa torre de marfim demasiado alta.
Haverá o momento em que ela cederá, como que por encanto,
e você poderá abraçar novamente a
sua própria amplidão.
Aguarde!
Não se desespere quando os seus sentimentos e pensamentos estiverem
nebulosos e confusos, causando inquietação e dificuldade
até para realizar as coisas mais simples.
Haverá o momento para você retomar a própria lucidez.
Confie!
Não se revolte quando faltar até mesmo um ideal,
um objetivo, uma meta pela qual lutar.
Haverá o momento em que você verá, com clareza,
o novo caminho a seguir.
Acredite!
Não se aflija quando sentir-se incapacitado para interagir ou participar
da grande correnteza da vida.
Haverá o momento para você entregar-se todo e dar o seu melhor
na alegria da interação e do compartilhamento.
Relaxe!
Não se torture quando as circunstâncias estiverem obscuras e indefinidas,
não lhe deixando outra opção que não seja ficar em cima do muro.
Haverá o momento em que você poderá descer, 
crescer e enriquecer-se no desafio da descoberta.
Tranquilize-se!
Ao final, saberá que - aos trancos e barrancos - você viveu intensamente
e não foi apenas um mero espectador da existência.
Saberá que as crises foram fetos não abortados dos fatos mais significativos
que hoje compõem a sua a história.
Mas enquanto espera ...
Viva!
(Do Livro "O Gol Nosso de Cada Dia")
Fátima Irene Pinto
www.fatimairene.com



Inaugurando o propósito das publicações nas quintas, escolhi esse belíssimo texto, que recebi por e-mail. Gostei muito, por isso compartilho! Um ótimo dia a todos!

10 comentários:

  1. Escolhido por você, certeza de qualidade! Ah! Reconheci-me em muitos desses parágrafos! É o desenrolar da vida, é a construção de nossa história.
    Escrevi há alguns meses um texto em que falo que escolho o que me faz bem e descarto o que me entristece. No entanto, esse descarte não é de esquecimento, alienação. A lição está aprendida, enraizada.
    A escolha consiste em não deixar que o sentimento que nos fez tanto mal continue alimentando um sofrer que já deixamos para trás.
    Como o texto, brilhantemente, diz: "Saberá que as crises foram fetos não abortados dos fatos mais significativos que hoje compõem a sua a história."
    Minha admiração, sempre! Deia.
    PS: Recebeu o email? Reenviei-o ontem mesmo...

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  2. Querido Gilmar, belíssimas palavras. Difícil, no dia-a-dia.
    Embora saibamos que devemos ter paciência para esperar, fé para acreditar, amor para confiar e calma para tranquilizar é um esforço de todos os dias, uma construção e ainda que os passos sejam de formiguinhas, o importante é que ao olharmos para trás teremos a certeza de que trilhamos o caminho, da melhor forma possível.
    Um beijo

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  3. Ola!! Primeiramente obrigado pelo selo, e temos que fazer tudo isso para que nossa vida seja pelo menos boa.

    Um abraço!!

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  4. Entendi. Mas... Como? Esperar, confiar, relaxar... Como? Se nessas horas em que as angústias nos consomem deixar-se levar ("viver") é quase que jogar-se dentro da boca do monstro de braços abertos! É quase como pular de um bump jump sem corda (ou seja, sem jump!)!

    Reconheço no texto uma injeção de ânimo e um lado "compreensivo" sobre a postura do outro. Isso é bom. É legal. Faz bem, sabe? É quase que um afago...

    Mas não sou tão otimista assim. Gostaria, gostaria.

    Toda quinta-feira agora vai ter isso? Êta que esse blogue tá trabalhando que tá danado! rs!

    Adoro tudo aqui, Gilmar. Você está careca de ouvir e eu de dizer. Valeu pela parceria blogal! Seus comentários e seu blogue são, também, minha motivação.

    Bjs,
    MIchelle

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  5. Prezado Gilmar
    Espero... aguardo... acredito... confio... relaxo... tranquilizo-me e VIVO!!!
    Ótima reflexão!
    São como etapas do bem viver...
    Abraços fraternos e desejos de serenidade.

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  6. Adorei a postagem!
    Como é difícil esperar quando na verdade se deseja avançar, ou quem sabe recuar, deixando assim de viver...

    Precisava ler palavras assim!
    Obrigado!

    Bjs
    Mila Lopes

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  7. Olá Gilmar!

    Viver intensamente e não ser um mero espectador da existência. Isso sim é saber viver. Bela escolha de texto. Parabéns!

    Obrigado pelos votos de boa viagem. Assim que puder dê uma passada lá no Johnny's ok?

    Forte abraço!

    Johnny

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  8. Gilmar querido, que escolha maravilhosa, este texto...

    Com serenidade, tudo acontece da melhor maneira que poderia nos acontecer.
    Sei que muitos podem não acreditar, mas a agitação,a impaciência, a aflição, somente nos leva a paralisação. Têm-se a ilusão de estar fazendo algo, mas efetivamente, no fundo pouco se sai do lugar...
    Na vida há tempo para absolutamente tudo, porém, é preciso crer que somente através da serenidade ao agir, conseguiremos o equilíbrio na vida.

    Tenha um lindo dia amigo!
    Beijinhos...
    Valéria

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  9. Queridíssimo,

    Como vc é indispensável para as minhas retinas! Seja com os seus textos bem elaborados seja de outros, como este maravilhoso, que norteia nossas vidas às vezes um pouco bagunçada,

    enquadro-me diretamente no ESPERE e AGUARDE,
    a loucura passou e pouco à pouco a lucidez vai
    voltando...

    chega de emails! vou passar a postar o que
    sinto aqui, faz mais sentido.

    Vc tem total liberdade de entrar na minha casa-blog sem bater, ela está limpinha, tem o céu como chão e paredes de nuvens é só entrar
    e voar junto comigo.

    Que bom que vc vai ter esses dias para descansar, apesar de saber que vou sentir demais sua falta, quero muito que refaça suas energias junto aos seus e a natureza.

    E estaremos sempre aqui torcendo e esperando por vc!!

    Abraço carinhoso para o meu amigo.~



    *Ah, achei vc lá no Recanto das Letras...rs

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  10. Lindo o texto.
    Acredito q tudo tem o seu momento, cabe á nós saber conduzir com sabedoria.

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Fique à vontade!
Os comentários têm a função precípua de precipitar a maturação da reflexão, do texto “apossado”. É um ponto de partida, sem o ponto de chegada. É o exercício da empatia no rompimento do isolacionismo, posto que, tudo está conectado. É a sua fala complementando a minha. Por isso mesmo fique à vontade para o diálogo: comentar, concordar, discordar, acordar...

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