segunda-feira, 1 de julho de 2013

Nostalgia pedagógica




Construímos o aprendizado num plano de relações efetivas e afetivas, mediado por mestres, cuja memória ainda pulsa firme em nossas vidas, colocando-se como referenciais do "SER". O legado de nossos mestres é constituído por atitudes assim, de admiração, respeito, carinho, reconhecimento, agradecimento, reverência, amizade, verdade e, com certeza, exemplo. Já dizia Confúcio, há centenas de anos: “Conte-me, e eu vou esquecer; mostre-me, e eu vou lembrar; envolva-me, e eu vou entender”.


A ação de educar, por vezes, confunde-se, metaforicamente, ao plantio de uma árvore gigantesca, centenária, que nossos olhos veem crescer, mas não sabemos se verão florir nas próximas primaveras.Todavia, não hesitamos em semeá-las em cenários futurísticos, resultantes de nossa crença no ser humano, na otimização da sociedade e na consolidação de um mundo melhor, de pessoas melhores, que nunca mais serão as mesmas, porque criarão em si uma nova consciência e compreensão do pleno exercício da liberdade e da cidadania.


E o ato pedagógico que se evidencia no cotidiano não é tarefa fácil, posto que, exige disponibilidade constante, aceitação, capacidade de abertura a si próprio e a outrem e mais, exige compreensão do outro, como pessoa e enquanto coletividade. É portanto um ato de profunda relação de fé e afetividade, onde as relações educacionais impõem a cada instante, uma permanente predisposição para o aprender-ensinar e para o ensinar-aprender. E será sempre assim, sem dúvida alguma, nessa constância de propósitos, servidos à luz da verdade e lealdade, que a excelência do que somos e fazemos se revelará reconhecida. E assim ressignificar... E assim transformar...

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