quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Abacateiro do Apocalipse

Quintas de Humor!
"Cemitério dos Prazeres XLVII", de José Monge

Em  uma cidadezinha do interior, dessas bem tranquilas,  dentro do cemitério havia um abacateiro carregadinho e já no ponto da colheita.

Dois amigos decidiram entrar lá, à noite, quando não havia vigilância, e pegar  todos os abacates. 

Eles pularam o muro, subiram a árvore  com as sacolas penduradas  no ombro  e, no silêncio da noite, começaram dividir a colheita:

- Um pra mim, um pra você...

- Um pra mim, um pra você...

- Você deixou dois caírem do lado de fora do muro!

- Não faz mal, depois que a gente terminar aqui pegamos os outros  dois.
 
- Então tá bom, mais um pra mim, um pra você.

Um  bêbado, passando do lado de fora do cemitério, escutou esse  negócio de "um pra mim e um  pra você" e saiu correndo para a delegacia. Chegando  lá, virou-se para o policial e disse:

 - Seu guarda, vem comigo! Deus e o diabo estão lá no cemitério dividindo  as almas de lá! Estão separando, uma por uma, as almas do cemitério!
 
- Ah, cala a boca  bêbado.

- Juro que é verdade! Vem comigo!

De tanto insistir, o guarda se convenceu. Os dois foram até o cemitério, chegaram perto do muro, agacharam-se para não serem vistos e começaram a  escutar...

- Um para mim, um para você...

O guarda assustado:
 
- É verdade! É o dia do apocalipse! Eles estão dividindo as almas dos mortos! O que será que vem  depois?
 
Curiosos,  ouviram mais:
 
- Um para mim, um para você. Pronto, acabamos aqui. E agora?

 - Agora a gente vai lá fora e pega os dois que estão do outro lado do muro...

- Cooooooooooooooorrre!!!!

Uma ótima quinta a todos!

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Antes que seja tarde

                  Manuel da Fonseca

"Fim de tarde", de Gustavo Bueno



Amigo,
tu que choras uma angústia qualquer
e falas de coisas mansas como o luar
e paradas
como as águas de um lago adormecido,
acorda!

Deixa de vez
as margens do regato solitário
onde te miras
como se fosses a tua namorada.
Abandona o jardim sem flores
desse país inventado
onde tu és o único habitante.

Deixa os desejos sem rumo
de barco ao deus-dará
e esse ar de renúncia
às coisas do mundo.

Acorda, amigo,
liberta-te dessa paz podre de milagre
que existe
apenas na tua imaginação.

Abre os olhos e olha
abre os braços e luta!

Amigo,
antes da morte vir
nasce de vez para a vida.

domingo, 12 de dezembro de 2010

Que Presente!!!

Igreja Matriz de Rio Tinto

Santacruzdouro! Eis aí o meu grande presente! É até uma inversão na ordem das coisas. Deveria ser eu o autor do presente, mas acabei sendo privilegiado.

As minhas últimas semanas trouxeram desafios gigantescos, comprometendo inclusive o “ritual” do Caminhar & Ruminar. Entretanto, trouxeram também redescobertas impressionantes, ancoradas na revitalização da fé! Os meus reencontros, em Deus, tem permitido o alargamento do caminho e ampliação do horizonte! Esperançosamente outros cenários insistem em convites irrecusáveis.

Por isso o presente! O grande presente que recebo agora!

O meu amigo oculto, para ser revelado, recebeu antes algumas visitas. Fui lá conhecê-lo, afinal precisaria tecer impressões, comentários e dar curso à deliciosa brincadeira proposta pela Ester. E o meu amigo assim se apresenta:

Sou filho de um berço... Feito de palha, e cheira a verdura; Sou fruto do Outono... Coberto de flores cheirando a censura: Sou eterno Gaiato... Que brincava nos campos, a brincar com nada: Sou a força do tempo... Que um dia sorriu, e se fez alvorada. Sou o Silêncio de um sonho... Que emerge por entre o restolho e se esvai num rio: Sou conto de fadas... Que avança no tempo, que não se contou; Sou grito da minha alma... Que brada do Céu, e se esvai no vazio: Sou o poeta que avança... Por entre o destino, sem saber quem sou, Sou Poeta do Nada... E só sei que sou, aquilo que sou. Pessoa simples que gosta de ler e escrever as minhas charadas como esta, e fazer amigos, mas não levem isto muito a sério.

Pois é! Ele é de Rio Tinto, distrito de Porto, Portugal. Eis aí uma foto do altar-mor da Igreja Matriz, que abriu a postagem.



Já na chegada uma frase de impacto anuncia o propósito do blog: “É apenas para escrever as minhas Orações ao meu maior amigo”. Então, já remexido por tantas turbulências, aquietei o coração e fui ler meu amigo oculto, já desconfiado de uma pegadinha do Divino Espírito Santo!

Eu me deparei com orações de curtas linhas, profundas verdades e intensa luz! Orações como a de Santo Inácio, que eu não conhecia e outras tantas, de autoria do meu agora amigo revelado, a quem passo a seguir. Quero beber na intensidade da sua fé. E aprender! Com humildade, aprender a adoração e a disponibilidade, por inteiro, numa entrega de devoção à Maria, mãe de Deus e dos homens, a quem tanto Manuel Gomes Santa Cruz busca como âncora dos próprios passos.
Meu agora revelado amigo, Manuel

Escolhi duas orações. A primeira é de Santo Inácio e a segunda é do meu agora revelado amigo!

Oração de Santo Inácio, publicada no dia 4 de outubro de 2010:

"Tomai, Senhor, e recebei
toda a minha liberdade,
  a minha memória,
  o meu entendimento
e toda a minha vontade,
tudo o que tenho e possuo,
      vós mo destes,
a Vós, Senhor, o restituo.
       Tudo é vosso,
    disponde de tudo,
à vossa inteira vontade.
Dai-me o vosso amor e graça,
   que esta me basta."


A segunda é uma Oração a Jesus Cristo, de Manuel Gomes Santa Cruz, publicada em 12 de setembro de 2009:

"Senhor Jesus Cristo, proclama mais uma vez as tuas
Bem-aventuranças diante de nós aqui reunidos em teu nome.
Olha com amor para cada um de nós e escuta os nossos corações.
Tu chamaste-nos para sermos «sal da terra e luz do mundo».

Continua a ensinar-nos a verdade e a beleza das perspectivas, por Ti
Enunciadas no Monte.
Faz de nós homens e mulheres das Bem-aventuranças!
Resplandeça em nós a luz da Tua sabedoria, de forma que, com as palavras
E com as obras saibamos difundir a luz e o sal do Evangelho.
Que toda a nossa vida seja um reflexo luminoso de Ti.
Por Jesus Cristo Nosso Senhor. (Ámen)"


Continuando, descobri uma outra página, um outro blog por onde o meu amigo também passeia, postando poesias, prosas ou contos. E lá, lendo cada linha de suas falas, reli algumas vezes "Memórias de Mim", enxergando ali dentro alguns pedaços deste homem, também sentindo "a falta do meu silêncio, que é teimoso demais".

Então, meu "revelado" amigo, que tantas revelações me permitiu, na minha humilde reflexão cristã, ouso dizer que não foi uma pegadinha do Espírito Santo, mas sim, conforme desígnios do Pai, um lançar de feixes de luzes em orações tão reclamadas no fortalecimento dos meus passos. No fortalecimento da minha fé!

Que Deus, em sua infinita bondade, permaneça derramando bençãos em sua trajetória de vida, permitindo a irradiação de sua luz, nos passos dos que se encontram.

Tenha um natal abençoado e um ano novo de muita saúde, paz, harmonia, sucesso, amor e muitas alegrias!

Felicidade sempre!

E, claro, obrigado! Um coração humilde não hesita em reconhecer a grandiosidade do outro!

Paz e bem!

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Ausências...


"Perdão", de Leom

Quando eu pensava que já poderia retomar o blog, depois de um tempo afastado, por conta de outros tantos tropeços na estrada, eis que sou surpreendido por impedimentos técnicos... Pois é! Tento ser o mais organizado possível, na minha desorganização cotidiana, em relação ao conteúdo do Caminhar & Ruminar. No meu notebook as pastas são dispostas de forma a facilitar e a memória de tudo é devidamente organizada. Por isso mesmo, durante minha ausência, as postagens puderam cumprir o cronograma pensado, mesmo porque, já havia estabelecido o compromisso de publicar as "Imagens que Falam"! 

Coincidentemente as imagens se misturaram ao cotidiano e o cotidiano nelas. Assim, vencido esse processo, já me preparava para retomar as outras publicações e os tão necessários comentários. Penso que os comentários constituem-se extremamente relevantes e de significância vital para quem deseja manter um blog e entranhar nas teias da mútua pertença, ainda que matizadas pela virtualidade.

O fato é que o meu notebook resolveu "se mandar" e "trancou-se" num mundo desconhecido para este usuário. Não abre mais. Não me permite acessar as informações. E o mais complicado ainda é que era um notebook corporativo, onde mesclava o uso doméstico e profissional. Fui salvo por uma outra coincidência, que é um pen drive, onde alguns poucos conteúdos puderam ser recuperados.

Não bastasse isso, a minha internet residencial resolveu também ficar inoperante. Enfim, o acúmulo de viagens e questões de ordem profissional só fizeram complicar, ainda mais, o caos.

Espero, para os próximos dias, poder recuperar o HD e assim retomar a "deliciosa" convivência, na mutualidade dos encontros. Pedindo perdão, pela demorada ausência, mas crendo na brevidade das soluções reclamadas, ofereço-lhes um texto que é atribuido a Kalil Gibran.

A ROSA
Kahlil Gibran
Havia num bosque isolado uma bonita violeta que vivia satisfeita entre suas  companheiras. Certa manhã, levantou a cabeça e viu uma rosa que se balançava acima dela,  radiante e orgulhosa. Gemeu a violeta, dizendo: "Pouca sorte tenho eu entre as flores! Humilde o  meu destino! Vivo apegada à terra, e não posso só levantar a face ao sol como fazem as  rosas." A natureza ouviu, e disse à violeta: "Que te aconteceu, filhinha?  As vãs  ambições apoderaram-se de ti?"
- "Suplico-te, ó Mãe poderosa", disse a violeta. "Transforma-me numa rosa, por um dia só que seja".
- "Tu não sabes o que estás pedindo", retrucou a natureza. "Ignoras o que se  esconde de  infortúnios atrás das aparentes grandezas."
- "Transforma-me numa rosa esbelta e alta", insistiu a violeta. "E tudo o  que me acontecer será a conseqüência dos meus próprios desejos e aspirações."
A natureza estendeu a mão mágica e a violeta tornou-se uma rosa suntuosa. Na tarde daquele dia, o céu escureceu-se, e os ventos e a chuva devastaram o  bosque. As árvores e as rosas foram abatidas. Somente as humildes violetas escaparam ao massacre. E uma delas, olhando em volta de si, gritou às companheiras:
-"Hei, vejam o que a tempestade fez das grandes plantas que se levantavam com orgulho e impertinência."
Disse outra: "Nós nos apegamos à terra; mas escapamos à fúria dos furacões."
Disse uma terceira: "Somos pequenas e humildes; mas as tempestades nada  podem contra nós."
Então a rainha das violetas viu a rosa que tinha sido violeta, estendida no  chão como morta. E disse:
- "Vejam e meditem, minhas filhas, sobre a sorte da violeta que as ambições  iludiram. Que seu infortúnio lhes sirva de exemplo!"
Ouvindo estas palavras, a rosa agonizante estremeceu e, apelando para todas  as suas forças, disse com voz entrecortada:
- "Ouvi, vós, ignorantes, satisfeitas, covardes. Ontem, eu era como vós,  humilde e segura. Mas a satisfação que me protegia também me limitava. Podia continuar a viver  como vós, apegada à terra, até que o inverno me devolvesse em sua neve e me levasse  para o silêncio eterno sem que soubesse dos segredos e glórias da vida mais do que as inúmeras  gerações de violetas, desde que houve violetas. Mas escutai no silêncio da noite e ouvi o mundo  superior dizer a este mundo: o alvo da vida é atingir o que há além da vida. Pedi então à natureza - que nada mais é do que a exteriorização de nossos  sonhos invisíveis - 'transforma-me em rosa'. E a natureza atendeu ao meu desejo. Vivi uma hora como rosa. Vivi uma hora como rainha. Vi o mundo pelos olhos  das rosas. Ouvi a melodia do éter com o ouvido das rosas. Acariciei a luz com as  pétalas das rosas. Pode alguma de vós vangloriar-se de tal honra? Morro agora, levando na alma o que nenhuma violeta jamais experimentara. Morro sabendo o que há atrás dos horizontes estreitos onde nascera, por que  é esse o alvo da vida."

 

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Cucas da Nonna

KITUTISDACRIS - Cuca Italiana de Uva

Quintas de Humor

Bem típico da família italiana...


O Nonno foi hospitalizado e os filhos, netos e bisnetos vieram de todos os cantos do mundo.

Os médicos deixaram que os parentes levassem-no para a sua casa, para cumprir seu último desejo: o de morrer em casa, ao lado de seus queridos.

Levado para o quarto, logo  as visitas foram se revezando, para tentar consolar e dar conforto ao Nonno, em seu derradeiro momento.

De repente o Nonno sentiu um aroma maravilhoso que vinha da cozinha

Era a Nonna tirando uma fornada de cuca e colocando outra no forno.

Os olhos do Nonno brilharam e ele se reanimou. Então, o Nonno pediu ao bisneto que estava ao lado da cama dele:

- Piccolo mio, vai na cojina e pede um pedaxo de cuca pra Nonna.

O guri foi e voltou muito rápido...

- E a cuca? - perguntou o Nonno.

- A Nonna disse que no!

- Ma per que no, porca miséria, ma que vecchia desgraciata! Que qüesta putana falô?

- A Nonna disse... que as cuca ... é pro velório!


Uma ótima quinta a todos!

terça-feira, 30 de novembro de 2010

Prudência

"Rosa com espinhos", de Miguel P. Dias

PRUDÊNCIA
          Raul de Leoni



Não aprofundes nunca, nem pesquises
O segredo das almas que procuras:
Elas guardam surpresas infelizes
A quem lhes desce às convulsões obscuras.

Contenta-te com amá-las, se as bendizes,
Se te parecem límpidas e puras,
Pois se, às vezes, nos frutos há doçuras,
Há sempre um gosto amargo nas raízes...

Trata-as assim, como se fossem rosas,
Mas não despertes o sabor selvagem
Que lhes dorme nas pétalas tranquilas,

Lembra-te dessas flores venenosas!
As abelhas cortejam de passagem,
Mas não ousam prová-las nem feri-las...

Uma boa semana a todos!

sábado, 27 de novembro de 2010

Reencontro e Refazimento

Imagens que falam (V)
 
Conforme prometido, esta é a sexta e última "imagem que fala". Nas últimas cinco semanas transitei por temas instigantes e que possibilitaram, enquanto metáforas de vida, diversas outras abordagens, nas mais plurais compreensões.

Coincidentemente as imagens misturaram-se ao meu contexto, nos enfrentamentos, desencontros e percalços sofridos. Os argumentos então revelaram intimidades, valores e crenças, mas substancialmente, também permitiram reencontros e refazimentos imprescindíveis. E a imagem de desfecho, agora publicada, não poderia ser melhor! Ela traduz, com primazia, o fluxo das reflexões e dos estágios vivenciados. É emblemática!

Recapitulando, apenas para sanar curiosidades e oferecer releituras, estruturei a cronologia das postagens inserindo recortes que remetem à imagem de hoje, inclusive por explicitarem as posturas construídas nas ruminanças:
E, preste bastante atenção! Uma só vez que encontrar-se perdido de si mesmo e receber amparo, é porque Deus ouviu seus lânguidos gritos, já sufocados nos desencontros intermináveis e elegeu seres sem cores, sem faces e sem formas prediletas ou viçosas, para ancorarem suas utopias e buscas. Você tem a permissão de guardá-los no peito e chamá-los de amigos. Aproveite os passos!
Não há receitas nem dogmas. Entretanto, cabe sim o exercício de maturação de si, numa prática revisionista de posturas e compreensões. Por exemplo, é preciso aprender a eliminar os preconceitos morais, éticos e sociais, sem o que, não haverá a compreensão plena do sentido de liberdade. É preciso respeito ao ponto de vista do outro. E é preciso, dentre tantas e tantas atitudes saudáveis às relações interpessoais, valorizar sempre os aspectos positivos da natureza individual, sem com isso ameaçar a intimidade dos outros ou paternalisticamente encobrir os defeitos.
 Tempo então de manter as mãos límpidas! Tempo de refletir propósitos de vida! Tempo de convidar Deus a agir e pertencer na fé! Tempo de entrega plena! Indescritivelmente plena!
Tempo de afetividade! Tempo de aprender!
Jogar fora o lixo que impregna as falas maltrapilhas, que entorpece as crenças e turva as  visões de mundo e de ser humano, é desafio heroico na reconstrução humanizadora de qualquer novo homem ou nova mulher! Não é nada fácil abrir mão das "coisas"! E tudo "coisificado" que já ocupava lugares vitais...
Então, ainda que seja árdua a decisão de esvaziar-se, como eu já pontuei, o mais difícil é enxergar o que precisa ser esvaziado. O mais difícil é saber-se em processo de inacabamento e refazimento, consciente, na exata medida, de quais gargalos e atrofiamentos reclamam reciclagem!

Refazer conceitos, posturas, atitudes, propósitos... Refazer-se emocionalmente! Refazer-se espiritualmente! E alguns reencontros, em Deus, são esplêndidos! Precisam ser precipitados, ou seja, precisam ser iniciados. Tudo o mais será acrescentado no tempo certo!
Resistir de forma resiliente significa construir a própria capacidade de absorção das intempéries mudanças; de agir na transformação de tais mudanças, convertendo-as em oportunidades de melhoria; significa exercer, sistematicamente, o aprendizado na ambiguidade dos desencontros. Significa ousar escolhas sem abrir mão de si mesmo, não perder-se de si, não abdicar-se de si mesmo. Não abrir mão de protagonizar o próprio refazimento.


A imagem de hoje convida a não subestimar os próprios talentos, a própria competência e a conscientizar-se de que os acontecimentos, nos embates cotidianos, exigem atitude resiliente. E como tenho insistido na resiliência!

Gigantescos problemas, supostamente imbatíveis e incontroláveis, com um pouquinho de inventividade e descobertas íntimas atiçando a vontade, tombam ao chão. E isso só é possível quando tomo consciência do meu inacabamento, da minha humana incompletude e começo a acreditar, de verdade,  que a minha melhor parte, também a mais humanizada, é a mais forte! Nela exercito o poder de transformar e aprender!

Pronto! Já extrapolei os propósitos da imagem. Hoje nada precisaria ser dito! Nada deveria ser dito! O propósito é tão somente o convite ao olhar reflexivo. A imagem, longe das minhas palavras, pode dizer muito mais! Muito mais!

Permita-se!
 
Um ótimo final de semana a todos! 





Imagem: desconheço os direitos autorais. 
Ela foi scaneada de um quadro encontrado "num armário de escola", sem maiores informações.
Se alguém souber a origem, por favor, me comunique! 
Gostaria muito de dar créditos ao autor ou autora, pela relevância e significado da obra.