terça-feira, 14 de setembro de 2010

Oração do Amanhecer

Foto: O amanhecer, de Nelson Drumond


 Ao visitar o "Rumo à Escrita", da minha querida amiga Déia, deparei-me com um texto de pura contemplação à vida, de comemoração à divina oportunidade de respirar cada novo dia! Um belíssimo texto, que sugiro, vale a pena saber (leia aqui).

Depois, um sujeito íntegro a quem aprendi a admirar, o Eder, do blog "Gotas de Prosias", fez um comentário que, além de pertinente, remeteu-me à "Oração do Amanhecer", cuja autoria é atribuida a São Francisco.

Comentei então com Déia que a publicaria hoje, neste espaço de "Outros Autores", mesmo que a autoria ainda carregue alguma dúvida. Ainda assim, vale a pena! 

Então, eu lhes ofereço, a Oração do Amanhecer!


Senhor!
No silêncio deste dia que amanhece, 
venho pedir-te a paz,  a sabedoria, a força.
Quero olhar hoje o mundo
com os olhos cheios de amor;
ser paciente, compreensivo, 
manso e prudente;


Quero ver meus irmãos além das aparências,
quero vê-los como Tu mesmo os vês,
e assim não ver senão o bem em cada um.


Cerra meus ouvidos a toda calúnia.
Guarda a minha língua de toda a maldade.
Que só de bençãos se encha o meu espírito.


Que eu seja tão bondoso e alegre, 
que todos quantos se achegarem a mim 
sintam a Tua presença.


Reveste-me de Tua beleza, Senhor, 
e que, no decurso deste dia,
eu Te revele a todos.

Amém.

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Prêmio "Blog de Ouro"




Recebi o Prêmio “Blog de Ouro” de uma amiga muito especial, a Ester! Então, resolvi aqui reproduzir tudo o que eu disse a ela, em agradecimento, pelo presente.

Foi assim:  

Ester, Ester! Já lhe disse que meus primeiros passos na "blogsfera" foi justamente lendo-a, acompanhando-a?

Taí! Não sei como começou... Só o que me lembro é de que a Ester (ainda no Manifesto) foi lida, eu me encantei, fiquei "babando" com os comentários e ali mesmo "desenhei-te", resolvendo então que deveria abraçá-la e trilhar aquele caminho!

Foi admirando Ester que cheguei às blogagens coletivas. Foi comentando Ester que outras aproximações vieram. Foi aprendendo a gostar (e a gostar tanto!) de Ester que aprendi outros caminhantes do círculo de amigos que ela tão bem cuidava!

Então, minha "Maga", mais que amiga, ao receber qualquer "coisinha" vindo de você, seja uma "letra", uma "palavra", uma "frase"... qualquer traço já me envaidece e se aninha logo no coração! Receber um selo então (o primeiro eu peguei por conta do "tanto gostar", lembra?), me faz feliz. Modifica o semblante, pois provoca a alegria.

Recebo, com imenso orgulho, Ester. Nem sempre as palavras que se consegue pronunciar, aqui mais parecem balbuciadas, dão conta de exprimir os sentimentos e significância que de fato motivaram sua pronúncia. Elas não conseguem anunciar... Mas você sabe o que o homem, por trás delas, sente e o quanto lhe vale sua cumplicidade.

Meu carinho a você, Ester! Sempre!


O Prêmio, por ser assim especial,  precisa alcançar outros  10 blogs para também recebê-lo e devo ainda postá-lo aqui, com o link de quem o ofereceu. Muitos dos caminhantes que me ladeiam nesta estrada  merecem recebê-lo, entretanto, cuidei em oferecer a quem ainda não recebeu quaisquer outros presentes do Caminhar & Ruminar. São todos especiais e todos de enorme significância. Cada qual do seu jeito, cada qual com suas exuberâncias, com fragrâncias das quais me sirvo para aprender mais, saber mais e refazer-me melhor.

Quero ainda lembrar, como sempre o faço, que fiquem à vontade para acolher o presente, passar adiante ou recusá-lo. Fiquem à vontade e, de qualquer forma, é sempre oportuno agradecer-lhes a cumplicidade.

Os indicados são:
  1. Andrea Pagano - Andrea Pagano Blog
  2. Angela - Entremeios 
  3.   Chica - Coisinhas da Chica
  4. Eder Ribeiro - Gotas de Prosias
  5. Johnny - Johnny's Pub
  6. Lau Milesi - Renascendo
  7. Mariza Shiochet - Mar e Brisa do Saber
  8. Pena - Memórias Vivas e Reais
  9. Rosélia - Espiritual-Idade
  10. Silvana Nunes - Foi Desse Jeito Que Eu Ouvi Dizer
Um forte e fraterno abraço a todos!

sábado, 11 de setembro de 2010

Escorregar é Pecado?!



Cidadezinha do interior acontece de tudo. Numa dessas cidades, bem perdidas no interiorzão de Minas, uma pacata população estava às voltas com alguns eventos da modernidade, como por exemplo, as relações extraconjugais.

E cidade pequena todo mundo dá notícia de tudo. Todo mundo sabe a vida de todo mundo! Sabia-se quem traia o marido e com quem e qual marido traía a esposa e com quem.

Com tantas incidências extraconjugais acontecendo, o padre, já velhinho, resolvera também inaugurar o novíssimo confissionário para as confissões individuais. A homilia, das missas do domingo, serviram para enfatizar os convites à "regeneração" dos cristãos.

E deu certo. Nas semanas seguintes as mulheres intensificaram a procura. E aí começou a acontecer um outro problema. Elas já iniciavam pelo pecado mais mortal. E diziam de forma escancarada:
- Seu padre, eu transei em traição, duas vezes nessa semana.
- Seu padre, eu "trepei", traindo, três vezes nessa semana.

E assim se sucediam os relatos. Um após o outro, nos mesmos moldes.

O padre, extremamente conservador e pudico, resolveu que tais palavras não deveriam ser ditas ali. Assim, a cada mulher que o procurava para confessar-se, ele recomendava que, a partir daquele instante, ela apenas mencionasse que havia escorregado. Se escorregara uma, duas, três ou mais vezes, bastava que dissesse quantas vezes havia escorregado. Frisou bem a palavra escorregar. Insistiu nela.

Cidade do interior também tem essa facilidade de adaptação, de acostumar-se com as coisas mornas, se bem que isso não era nada morno. Mas as pessoas acostumaram-se com a expressão que o padre solicitara. E o tempo encarregou-se daquele costume. Estavam tão acostumados que a cidade toda já sabia.

O padre, cada dia mais idoso e doente, veio a falecer. Uma multidão compareceu,  pessoas de todos os credos, inclusive das cidades vizinhas, onde também  o padre era muito querido. E, logo na mesma semana, a diocese já designara um novo padre, recém ordenado, para assumir a paróquia.

Logo na chegada já fora informado que o atendimento às confissões se dava todos os dias, além das missas e visitas à zona rural.

Mal o padre se posicionou no confissionário e já foi surpreendido:
- Seu padre, eu escorreguei três vezes essa semana.
- Mas minha filha, escorregar não é pecado.
- Não seu padre. É pecado sim. Me dá logo a minha penitência.

E assim sucederam-se inúmeras confissões. O padre, novato na cidade, decidiu que falaria com o prefeito sobre aquela situação. Ao longo dos dias observara as ruas mal calçadas, com pedras pontiagudas sobrando, buracos tomados por uma lama vermelha, prestes a tingir as roupas que ali repousassem. Becos, ruelas, chão batido, poeira... Definitivamente, a cidade precisaria ser melhor iluminada, assim as pessoas escorregariam menos. Foi o que pensou.

Ao procurar o prefeito, soube que estava em reunião com uma comitiva do governo, composta por deputados e secretários de Estado. E claro, todos os vereadores da cidade e cidades vizinhas também estavam no salão, numa confraternização. Ainda assim, foi convidado a entrar.

O prefeito, mesmo ressabiado, avistando-o, convidou para que se juntasse a todos. O padre, percebendo ali uma boa oportunidade para a conversa, puxou-o pelo braço e disse-lhe que precisava falar sobre as mulheres que andavam escorregando pelas ruas da cidade.

O prefeito, soltando altas risadas, não aguentou e chamou a atenção de todo mundo que ali estava. Era uma oportunidade que nenhum "politicozinho" perderia!
- Pessoal! Um minuto de atenção por favor! O padre, que acabou de chegar na cidade, disse que veio me procurar por estar preocupado com as mulheres que andam escorregando em nossas ruas.

E cairam todos na risada. Até mesmo os componentes da comitiva cairam na risada, pois  os "escorregões" foram, em outras confraternizações, assuntos de muitas e muitas piadas. Riram. E riram a valer!

Como não paravam de rir, o padre tomou o microfone que estava sobre o púpito e começou a falar. E falava sério. E quanto mais sério, sem saber porque, mais risadas arrancava daquela platéia indomável.
- Senhor prefeito! Eu venho aqui com a maior das boas intenções, fazer uma reinvindicação justa e o senhor me trata assim?! As ruas dessa cidade são mesmo mal cuidadas, estão esburacadas, muito mal iluminadas. Isso é até um caso de saúde pública, pois isso implica em gastos! E o pior, senhor prefeito, é que esse problema tem afetado principalmente as mulheres.

Pronto! Aí é que as gargalhadas aumentaram de verdade! As pessoas já estavam vermelhas de tanto rir. Batiam palmas. Batiam na mesa! E riam, riam alto a valer.

O padre, já bravo, não se conteve. Era mesmo inadmissível e repugnante  o escárnio sofrido.
- Senhor prefeito! Não vou mais tocar nesse assunto. Isso é responsabilidade do senhor. Mas veja bem o que vou lhe dizer. O senhor, como muitos dos senhores aqui presentes,  como muito dos senhores vereadores, inclusive das cidades vizinhas... É, parece que o problema não pertence somente a esta cidade. Pois bem, todos vocês, ouviu senhor prefeito, todos correm um grande risco na própria família. A sua esposa, inclusive, escorregou nas últimas três semanas e nesta semana já foram três escorregões! O senhor está avisado.

Silêncio total

Conto adaptado

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Ruídos nas Informações

Foto: Rui Soares


Quinta de Humor



É muito comum as interpretações equivocadas, feitas por “escutas imaginárias” ou percepções distorcidas. Dois casos aqui ilustram bem o assunto. No primeiro, inclusive, há um duplo ruído e o segundo demonstra o quanto a fofoca pode ser surpreendida.

I -  Um velhinho tarado

Aquele velhinho cismava que a idade não o alcançara em perda de ânimo e apetite sexual. Estava sempre batendo à porta do médico, no posto de saúde, solicitando vitaminas e outros “energéticos”.

Certo dia, nem reparou na superlotação do posto de saúde, com atendimentos apressados e uma correria só. O médico, que sempre lhe atendia, já estava quase “neurótico”, tamanha pressão dos populares.

Ainda assim, lá foi ele. Bateu à porta e foi logo entrando.
— Seu Doutor, hoje o assunto é grave! É que arranjei uma namoradinha, bem novinha, dessas bem “fogosa” e preciso demais de um “remedinho azul”.
— Mas o senhor, com a sua idade, não pode ficar tomando tais remédios não. Sua pressão não permite! Depois dos 80 é sempre um risco! Melhor não facilitar. Precisamos pensar em outro procedimento, talvez alguma vitamina elaborada especialmente para o seu perfil clínico.
Nisso tudo a confusão só aumentava lá fora. E, na correria, nem bem o velhinho perguntou o que poderia ser então e o médico, tentando ganhar um tempo, já foi logo dizendo:
—O senhor come pão de queijo. Faz bem à saúde e pode ajudar. Isso. É isso. Come pão de queijo e volta aqui depois de amanhã. Aí conversaremos direito.
E saiu para os atendimentos.
Nisso o velhinho saiu resmungando. "Será que pão de queijo faz o "negócio" ficar duro? Será que endurece mesmo? Nunca ouvi falar disso não, mas isso não é coisa prá discutir".
Assim, tentando entender, já correu para a primeira padaria e foi logo pedindo:
— Minha filha, me vê aí 40 pães de queijo!
A mocinha, sorrindo, já disse:
—Xiiii! Vai endurecer a metade!
O velhinho nem pensou:
— É mesmo? De verdade? Então me vê logo 80, que vou levar pra comer agora!


II- Confusão no Velório

Eram dois pescadores gêmeos. Um casado e outro solteiro. O solteiro tinha uma lancha de pesca já velha.

Um dia, a mulher do casado morre. E como desgraça nunca vem só, a lancha do irmão solteiro afunda-se no mesmo dia.

Uma senhora, dessas velhotas curiosas e fofoqueiras, soube da morte da mulher e resolve dar os pêsames ao viúvo, mas confunde os irmãos e acaba por se dirigir ao irmão que perdeu a lancha.

- Eu só soube agora. Que perda enorme. Deve ter sido terrível para você.

O solteiro, sem entender bem, explicou:

- Pois é. Estou arrasado. Mas é preciso ser forte e enfrentar a realidade. De qualquer modo, ela já estava muito velha. Tinha o traseiro todo arrebentado, fedia a peixe e vazava água como nunca vi. É verdade que ela tinha uma grande racha na frente e um buraco atrás que, cada vez que eu a usava, ficava ainda maior. Mas eu acho que o que ela não aguentou foi que eu, de vez em quando, a emprestava a quatro amigos que se divertiam com ela. Eu sempre lhes disse para eles irem com calma, mas desta vez foram os quatro juntos e isso foi demais para ela...

A velha fofoqueira desmaiou!


Uma ótima quinta, a todos!

terça-feira, 7 de setembro de 2010

Decálogo da Serenidade

Foto de M. Silva: Serenidade..


OUTROS AUTORES



DECÁLOGO DA SERENIDADE
João XXIII 


"I - Procurarei viver pensando apenas no dia de hoje, exclusivamente neste dia, sem querer resolver todos os problemas da minha vida de uma só vez.

II - Hoje, apenas hoje, procurarei ter o máximo cuidado na minha convivência: cortês nas minhas maneiras, a ninguém criticarei, nem pretenderei melhorar ou corrigir à força ninguém, senão a mim mesmo.

III - Hoje, apenas hoje, serei feliz na certeza de que fui criado para a felicidade, não só no outro mundo, mas também já neste.

IV - Hoje, apenas hoje, adaptar-me-ei às circunstâncias, sem pretender que sejam todas as circunstâncias a adaptarem-se aos meus desejos.

V - Hoje, apenas hoje, dedicarei 10 minutos do meu tempo a uma boa leitura, recordando que, assim como o alimento é necessário para a vida do corpo, a boa leitura é necessária para a vida da alma.

VI - Hoje, apenas hoje, farei uma boa ação, e não o direi a ninguém.

VII - Hoje, apenas hoje, farei ao menos uma coisa que me custe fazer, e se me sentir ofendido nos meus sentimentos, procurarei que ninguém o saiba.

VIII - Hoje, apenas hoje, executarei um programa pormenorizado. Talvez não o cumpra perfeitamente, mas ao menos escrevê-lo-ei. E fugirei de dois males, a pressa e a indecisão.

IX - Hoje, apenas hoje, acreditarei firmemente, embora as circunstâncias mostrem ao contrário, que a Providência de Deus se ocupa de mim, como se não existisse mais ninguém no mundo.

X - Hoje, apenas hoje, não terei nenhum temor, de modo especial não terei medo de gozar o que é belo, e de crer na bondade."


Uma semana apaziguada, a todos!
Abraços!

sábado, 4 de setembro de 2010

Incomode-se!

No silêncio de um olhar, de J.Pedro Martins



É difícil calar a voz, quando se aprende a falar...

Incomode-se quando não puder gritar contra as transgressões cotidianas.
Incomode-se com a letargia enxergada, nas pessoas e em si mesmo.
Incomode-se, sobremaneira, com a cabisbaixa postura daqueles que podem exercer mudanças, fazê-las acontecer.

Incomode-se em saber que se pode mais, quando, no entanto, o ânimo já desfalecido, não retumba, não faz ecoar ousadias.
Incomode-se com a palermice que chegou e não quer mais voltar.
Incomode-se com a falência múltipla dos sentidos de sobrevivência, que não têm mais o arrebatamento de outrora.

Incomode-se com a alegria não mais aguçada. 
Incomode-se com a procrastinação dos sonhos, antes tão decisivos e impulsionadores.
Incomode-se com a incerteza da escolha, na encruzilhada da estrada. 

Incomode-se com a angústia da sensatez que se mistura, no bojo das contradições, com orgulho ferido e maculado.
Incomode-se com o uso constante de muletas a amparar inconstâncias da lucidez.
Incomode-se quando blasfemar contra a própria história e não reconhecer os pilares erguidos no tempo.

Incomode-se ante os avessos que perturbam, fazendo-se verdades nos absurdos da incongruência.
Incomode-se quando não der conta de expurgar pensamentos revanchistas, enquanto o convite é para a festa da harmonia.

Incomode-se com o rufar dos canhões apostos, tingindo de sangue as amizades mal cuidadas.
Incomode-se com o "pântano enganoso das bocas", a surrupiar a autoestima.
Incomode-se com a carícia regrada, medida na rotina, sufocada na mornidade.

Incomode-se com a repetição dos equívocos, na covardia de não fazer o rompimento exigido.
Incomode-se em enxergar, pelo binóculo da experiência, o quão longe se vai o homem.
Incomode-se com a cegueira ante a proximidade dos desmazelos, dos "fast foods" diários.

Incomode-se com a timidez da fala, a malícia dos pensamentos e a recusa dos gestos.
Incomode-se com o conflito de fé, a minúscula entrega e a ardente sede de Deus, não saciada.
Incomode-se com os transtornos da humildade, a fragilidade da esperança e o contraste de valores.

Incomode-se com os olhares titubeantes, lançados às sombras de pensamentos dúbios, nefastos em sua essência.
Incomode-se com a própria imperfeição, tão evidenciada nas recaidas de decisões tomadas no auge da espiritualidade.
Incomode-se com este "rosário" de erros e defeitos, ainda não corrigidos, evidenciando o quanto a estrada é escorregadia.


Não se incomode, em tempo algum, com a estreita crença, com a utopia que nutre a alma, com a inatingível índole de conduta e com a inarredável postura ética... Não! Não se incomode! Talvez, se forem tão insistentemente validadas no cotidiano, as dores sejam menos intensas e as incomodações não passem de devaneios... meros devaneios.

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Conselho Profissional



 QUINTA DE HUMOR

Um padre está dirigindo sua antiga caminhonete, de volta para sua paróquia, quando vê, na estrada, uma freira conhecida. Ele para e diz: 
- Irmã! Suba! Levo você até o convento.
A freira sobe, acomoda-se no banco do passageiro, cruza as pernas e o habito se abre, deixando à mostra as coxas esculturais.
O padre quase não se contém, mas continua dirigindo. Numa troca de marcha, no entanto, ele acaba colocando a mão sobre a perna da freira, que lhe diz: 
- Padre, lembre-se do salmo 129.
O padre pede desculpas e continua dirigindo. E aquela pernoca ali, ao lado, deixando-o louco. Cada vez mais desconcentrado.
Mais adiante, em outra troca de marcha, ele coloca a mão novamente sobre a perna da freira, que repete: 
- Padre, lembre-se do salmo 129.
O padre se desculpa, dizendo: 
- Perdoa-me, irmã, mas você sabe que a carne é fraca.
Chegando ao convento, a freira desce. O padre logo chega à sua igreja e corre  para ler o tal salmo 129. E depara com que está escrito:
“SEGUE BUSCANDO, QUE LOGO ACIMA ENCONTRARÁS A GLÓRIA”.

MORAL DA HISTÓRIA: ou você sabe tudo de sua profissão, ou vai perder as melhores oportunidades!