sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Ser Professor



Datas Especiais
SER PROFESSOR
Prof. André Moniz 

"Ser professor é arriscar-se ao desafio do não saber, enquanto passeia pelo aprendido que reelabora ao ensinar.

É esbarrar nos limites da própria ignorância e transmitir segurança aos novos companheiros no caminho do desconhecido.

É apaixonar-se pelo desvendar, pela desilusão e iluminar os buracos na estrada pelos registros do passado e vislumbres do futuro.

É esclarecer e, ao mesmo tempo, cultivar a dúvida.

É permitir o sonho das hipóteses em sua ambivalência criativa.

É sorrir, é maravilhar-se com o crescimento do outro que expressa a espontaneidade autêntica do despertar para novos horizontes.

É facultar a ousadia ao mediar o conhecer.

É dom, é vocação, é talento. 

É experiência, opção e prática.

É ser caminho para as opções que se transformam e multiplicam a cada novo passo."
  • O Prof. André Moniz é Mestre em Psicologia, Doutor em Psicologia pela UnB, professor das faculdades UNIP e IESGO, em Brasília-DF. É exemplo de competência, comprometimento e lealdade. Tenho muito orgulho e muita honra  pela oportunidade que tive de partilhar, com ele, a gestão da Faculdade Cenecista de Brasília, no período de 2003 a 2007. E mais ainda! É a minha mais inteira referência de humanização das relações! Aprendi muito!



 Meu carinhoso abraço a tantos e tantos mestres que se entregam, instante após instante, à arte de ensinar-aprender e aprender-ensinar!

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

terça-feira, 12 de outubro de 2010

Advertências...

Foto: "Pare... Escute... Olhe...", de Graciete Bernardo

 Outros Autores
ADVERTÊNCIA
          Paulo Bonfim


"Ai daqueles que brincam com a esperança de um povo!

Ai daqueles que se banqueteiam junto a fome de seus irmãos!

Ai daqueles que são fúteis numa hora grave, indiferentes num momento definitivo!

Ai daqueles que corrompem para tirar proveito da corrupção, que envenenam o mundo pela volúpia de caminhar impunemente entre ruínas!

Ai daqueles que fazem da mentira a verdade de suas vidas!

Ai daqueles que usam os simples como degraus de sua vaidade e instrumentos de sua ambição!

Ai daqueles que fabricam com a violência a trama do medo!

Ai daqueles que roubam do próximo a alegria de existir!

Ai daqueles que usam o dinheiro e o poder para prostituir, humilhar e deformar!

Ai daqueles que se atordoam para fugir das próprias responsabilidades!

Ai daqueles que traficam a terra de seus mortos, enxovalham tradições e traem compromissos com o presente e com o futuro!

Ai daqueles que se fazem de fracos no instante da tempestade!

Ai daqueles que se acomodam a tudo, que se resignam a tudo, que se entregam sem lutar!

Ai daqueles que loteiam seus corações, alugam suas consciências, transacionam com a honra, especulam com o bem, açambarcam a felicidade alheia e erguem virtudes falsas sobre pântanos!

Ai daqueles que concordam em morrer vivos!"

sábado, 9 de outubro de 2010

Resiliências

"Sombras", de Samuel



Quem já não se deparou, no embate consigo mesmo, ante extremismos de escolhas? E, porque uma vez machucado, visita-lhe com insistência a louca vontade de apartar-se de tudo e de todos...

Nessa “briga”, a "alma de avestruz" mergulha na vergonha, foge da vida, se esconde dos dias e das faces, quer manter-se incólume, intocável e inatingível. Oculta-se, esperando a adversidade desaparecer. E ela não cessa!

Experimenta-se a covardia com o indelével sabor de altivez ou perfeita conduta!

Guimarães Rosa diz que “o animal, satisfeito, dorme” e penso que, dormindo, vulnerável se torna. Isso quer dizer que quando se permite dormitar em si a indolência, a injustiça, a desesperança, o negativismo, o pessimismo, a empáfia e a intempestividade das emoções, então é porque se desaprendeu a reconhecer-se capaz de suplantar desencontros; desaprendeu-se o compasso das utopias e as crenças já estão prestes a desfalecer nos próximos passos na estrada, que se fez íngreme demais!

Com tanta intemperança dormitando, o “inimigo”, que morava lá fora, já aluga espaços, mobília e acomoda-se dentro. O mundo ao redor passa a ser visto pelos olhos do medo, da banalização de valores, da negação ao amor e da intolerância à compaixão.

Esses olhares, pequenas sementes de imundícies, são regados a sentimentos de dores extenuantes, de abandonos cruéis, de inverdades maltrapilhas e de “absolutização” de conceitos.

É a escuridão profunda que teceu raízes largas e  coloriu de um preto abismal o túnel da vida, fazendo ruir toda defesa, até quedar-se, de vez, prostrando-se num inconformismo estático.

Na lama da escuridão do túnel, os passos pesam, os tropeços machucam e a dor, lancinante, é vingada nos gritos estremecedores que ainda tentam acordar a maturidade da consciência.

Num espinho mais pontiagudo, plantado por sangue do próprio sangue, um grito ainda mais intenso e estarrecedor é lançado ao nada. Todavia, o eco ricocheteando em paredes de lodo fétido, impregnado de vermes de ontem, atiçam a sobriedade... Por fim, de tanta insistência, faz  respirar com dificuldade absurda.

Aos poucos se liberta de amarras de toda sorte, das sociais às pessoais, e os olhos já cismam abrirem-se. Os modelos mentais incrustados, enferrujados na escuridão, num choque de consciência do frágil inacabamento, mas ciente do necessário refazimento, permitem novos olhares, de um jeito diferente, às mesmas coisas de sempre. Outros cenários já são possíveis. “Certezas” já são contrariadas e, a compreensão, a partir de dentro, já reclama hipóteses novas, indagações novas, cores novas.

Já há luz na outra extremidade. Já há força nas pernas para sustentar os passos. A visão já tem maior alcance.

Nessa imersão profunda para dentro de si mesmo, acende-se um novo desafio, que é o enfrentamento do problema maior que a competência. E já se tem a clara consciência de que é permitido, e é preciso, aumentar a própria competência para que o enfrentamento debilite as causas e alcance êxito na solução.

As adversidades já não fazem surtar a “alma”. Aprende-se, ante extremismos de escolhas, a reconstruir-se, a refazer-se por conta das deformações impostas.

A esperança insiste existir. Os cenários futuristas descortinam a “amplidão” da estrada. Há caminhantes ladeando os passos, agora firmes e convictos, partilhando sorrisos, permitindo o calor das mãos, num irrecusável convite de mútua pertença!

E a resposta é sim!

É tempo de avançar!

Eu vou!
 

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Imagens e Humor III

"Máquina de escrever", de Edson Gil Santos Jr

Quinta de Humor

"Escritos" por aí, espalhados pelas cidades...

1- "Carregador" de doentes lá em Minas

2- Cão raivoso

3- Venda de cachorros especiais

4- Tecer ou teclar?!


5- Verdade absoluta


6- Descanso de quem?!

7- Benzedor dos "bão"


8- Carro que anda

9- Cassino no "terreiro"


10- Coisas de Minas

11- "Checão" checado


12- Garrafadas

13- Horário extraterrestre

14- Maldade de eleitor do Serra

15- Morte festiva

16- Recado explícito

17- Alimentação saudável


18- "Obviedade óbvia"

19- Propaganda enganosa

20- Juventude apressada

21- Ressurreição comprovada


22- Empresa solidária

Depois de tantos e tantos "escritos" mirabolantes, melhor ficar com a imagem de uma boa "prosa". Um papo cabeça! Nada a escrever!

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Ressurgir!

Foto: "Renascer para continuar", de Luisa Abreu


SOBRE RESSURGIR
Lucila Rupp de Magalhães



"Em vida quantas vezes morremos?

Morremos e ressurgimos. Sempre morremos em dor.
Dor da perda, dor da decepção, dor da traição, dor da incerteza, da insegurança, da rejeição e num sem-fim de dores. E quase sempre ressurgirmos em lutas e batalhas, crescendo e aprendendo.

A cada ação corresponde uma reação inversa e com igual força, diz uma lei da Física. Se se aplica ao caso, parece que aqui a reação é mais forte que a ação que a originou. Pode ser que ela nasça até mais fraca, mas se faz, pouco a pouco, mais forte. A próxima morte não será tão bruta. Não será tão violenta. Não será tão doída.

É uma grande esperança. Ao remexermos nossa caixinha de lembranças da vida, vamos encontrar muitas das nossas mortes e muitas das nossas ressurreições. É possível que para algumas das mortes nós não tenhamos dado a chance de ressurreição; gostamos de sofrê-las e não as deixamos emergir para dizimá-las com força da que existe em nós. Nesse movimento podemos aprender muito sobre nós mesmos e sobre como temos feito uso de nosso poder pessoal, no todo dia dos pequenos grandes acontecimentos."

Lucila Rupp de Magalhães é Mestre em Educação e
autora do livro “Aprendendo a lidar com gente”.