sexta-feira, 31 de março de 2017

Você pode mais!



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Sempre existirão pessoas melhores do que a gente em alguma coisa que sejamos muito bons. Mesmo que você seja expert, seu lugar nunca estará garantido. Porque as coisas mudam o tempo todo, chegam pessoas mais jovens, ninguém pode abarcar todos os conhecimentos produzidos neste mundo globalizado. Mas ser QUEM você é, ninguém pode. Porque você não é apenas uma coisa — você é um conjunto de atributos, de comportamentos, de sentimentos. E é esse todo, essa combinação singular, que faz a diferença no seu universo de atuação. 

A “síndrome do coitadismo” não nos leva a lugar algum — a não ser ao fundo do poço. É deprimente fazer com que outras pessoas sintam pena de você. Cada um tem suas próprias questões para cuidar, suas próprias fragilidades para trabalhar. Empatia é uma coisa, meter-se a fazer um trabalho que é da outra pessoa é algo completamente diferente e inadequado. Faça o seu trabalho: cuide da sua autoestima. E aí você será admirado por quem realmente é e não alvo de preocupação alheia, no sentido mais negativo, por ser o “fragilzinho” e incapaz.

A vida não é estagnada e muito menos previsível. Essa suposta previsibilidade que imaginamos existir não é nada além de uma tentativa de nos manter seguros e razoavelmente “no controle”. Não existe um script a ser seguido para que possamos trilhar o caminho “correto” ou da felicidade. Cada um de nós precisa de situações específicas para evoluir, isso faz uma intersecção com a nossa história de vida e as coisas simplesmente se desenrolam conforme nossas escolhas e posturas nessa caminhada. São muitos ciclos, muitas ressignificações e muitas redefinições de metas e prioridades no decorrer da vida. Ainda bem.

O meu tempo não é o mesmo tempo da Natureza. Meus desejos imediatistas podem não coincidir com as minhas necessidades a longo prazo. (Nota mental: repetir isso como um mantra, todos os dias. rs)

Priscila Sganzerla – Reflexões de maio/2013

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Os comentários têm a função precípua de precipitar a maturação da reflexão, do texto “apossado”. É um ponto de partida, sem o ponto de chegada. É o exercício da empatia no rompimento do isolacionismo, posto que, tudo está conectado. É a sua fala complementando a minha. Por isso mesmo fique à vontade para o diálogo: comentar, concordar, discordar, acordar...

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