sexta-feira, 18 de julho de 2014

Nostalgia Pedagógica

Meus Rabiscos



Construímos o aprendizado num plano de relações efetivas e afetivas, mediado por mestres, cuja memória ainda pulsa firme em nossas vidas, colocando-se como referenciais do "SER". O legado de nossos mestres é constituído por atitudes assim, de admiração, respeito, carinho, reconhecimento, agradecimento, reverência, amizade, verdade e, com certeza, exemplo. Já dizia Confúcio, há centenas de anos: “Conte-me, e eu vou esquecer; mostre-me, e eu vou lembrar; envolva-me, e eu vou entender”.


A ação de educar, por vezes, confunde-se, metaforicamente, ao plantio de uma árvore gigantesca, centenária, que nossos olhos veem crescer, mas não sabemos se verão florir nas próximas primaveras.Todavia, não hesitamos em semeá-las em cenários futurísticos, resultantes de nossa crença no ser humano, na otimização da sociedade e na consolidação de um mundo melhor, de pessoas melhores, que nunca mais serão as mesmas, porque criarão em si uma nova consciência e compreensão do pleno exercício da liberdade e da cidadania.


E o ato pedagógico que se evidencia no cotidiano não é tarefa fácil, posto que, exige disponibilidade constante, aceitação, capacidade de abertura a si próprio e a outrem e mais, exige compreensão do outro, como pessoa e enquanto coletividade. É portanto um ato de profunda relação de fé e afetividade, onde as relações educacionais impõem, a cada instante, uma permanente predisposição para o aprender-ensinar e para o ensinar-aprender. E será sempre assim, sem dúvida alguma, nessa constância de propósitos, servidos à luz da verdade e lealdade, que a excelência do que somos e fazemos se revelará reconhecida. E assim ressignificar... E assim transformar...
Publicado originalmente em 1 de julho de 2013

2 comentários:

  1. Bom dia Gilmar!
    Gostei muito do seu texto. É verdade, na árvore centenária não sabemos se haveremos de ver os frutos. Tal como na educação. E, a meu ver, esse por si só, já é motivo mais que suficiente para que o ato pedagógico apresente-se revestido de disponibilidade, fé e afetividade. A transformação depende intimamente desse ato. Pois é, meu amigo, mas enfie isso na cabeça de alguns professores...
    Bjs
    Marli
    Blog da Marli

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    Respostas
    1. Pois é,Marli... E não é que cabe um Rubem Alves aqui!? rsrsrs

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Os comentários têm a função precípua de precipitar a maturação da reflexão, do texto “apossado”. É um ponto de partida, sem o ponto de chegada. É o exercício da empatia no rompimento do isolacionismo, posto que, tudo está conectado. É a sua fala complementando a minha. Por isso mesmo fique à vontade para o diálogo: comentar, concordar, discordar, acordar...

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