terça-feira, 22 de julho de 2014

Funeral de cardiologista



Humor

Um cardiologista muito conhecido morreu. Seu funeral foi muito pomposo, e muitos dos seus colegas médicos compareceram. 

Durante o velório, um enorme "coração" rodeado de coroas de flores permaneceu atrás do caixão...

Após as últimas palavras do padre, o "coração" se abriu e o caixão entrou automaticamente no enorme "coração", emocionando todos os presentes. 

O "coração" então se fechou, levando no seu interior o famoso médico para SEMPRE... 

Um dos presentes explodiu na gargalhada, causando surpresa e indignação. Questionado por que ria, ele explicou: 

- Desculpem-me... Por favor, desculpem-me... É que eu estava pensando como seria meu próprio funeral...SOU GINECOLOGISTA. 

Nesse momento, o proctologista desmaiou...

sexta-feira, 18 de julho de 2014

Nostalgia Pedagógica

Meus Rabiscos



Construímos o aprendizado num plano de relações efetivas e afetivas, mediado por mestres, cuja memória ainda pulsa firme em nossas vidas, colocando-se como referenciais do "SER". O legado de nossos mestres é constituído por atitudes assim, de admiração, respeito, carinho, reconhecimento, agradecimento, reverência, amizade, verdade e, com certeza, exemplo. Já dizia Confúcio, há centenas de anos: “Conte-me, e eu vou esquecer; mostre-me, e eu vou lembrar; envolva-me, e eu vou entender”.


A ação de educar, por vezes, confunde-se, metaforicamente, ao plantio de uma árvore gigantesca, centenária, que nossos olhos veem crescer, mas não sabemos se verão florir nas próximas primaveras.Todavia, não hesitamos em semeá-las em cenários futurísticos, resultantes de nossa crença no ser humano, na otimização da sociedade e na consolidação de um mundo melhor, de pessoas melhores, que nunca mais serão as mesmas, porque criarão em si uma nova consciência e compreensão do pleno exercício da liberdade e da cidadania.


E o ato pedagógico que se evidencia no cotidiano não é tarefa fácil, posto que, exige disponibilidade constante, aceitação, capacidade de abertura a si próprio e a outrem e mais, exige compreensão do outro, como pessoa e enquanto coletividade. É portanto um ato de profunda relação de fé e afetividade, onde as relações educacionais impõem, a cada instante, uma permanente predisposição para o aprender-ensinar e para o ensinar-aprender. E será sempre assim, sem dúvida alguma, nessa constância de propósitos, servidos à luz da verdade e lealdade, que a excelência do que somos e fazemos se revelará reconhecida. E assim ressignificar... E assim transformar...
Publicado originalmente em 1 de julho de 2013

segunda-feira, 14 de julho de 2014

Sábias palavras





Certa vez um sultão sonhou que havia perdido  os dentes. Ele acordou assustado e mandou chamar um sábio para que interpretasse o sonho.



— Que desgraça, senhor! —Exclamou o sábio. — Cada dente caído representa a perda de um parente de vossa majestade!

— Mas que insolente! —Gritou o sultão. — Como se atreve a dizer tal coisa?!



Então, ele chamou os guardas e mandou que lhe dessem cem chicotadas. Mandou também que chamassem outro sábio para interpretar o mesmo sonho. E o outro sábio chegou e disse:



— Senhor, uma grande felicidade vos está reservada!! O sonho indica que ireis viver mais que todos os vossos parentes!



A fisionomia do sultão se iluminou e ele mandou dar cem moedas de ouro ao sábio.



Quando este saía do palácio um cortesão perguntou ao sábio:



— Como é possível? A interpretação que você fez foi a mesma do seu colega. No entanto ele levou chicotadas e você, moedas de ouro!



— Lembre-se sempre, amigo, tudo depende da maneira de dizer as coisas... E esse é um dos grandes desafios da humanidade. É daí que vem a felicidade ou a desgraça; a paz ou a guerra. A verdade sempre deve ser dita, não resta a menor dúvida, mas a forma como ela é dita é que faz a diferença. A verdade deve ser comparada à uma pedra preciosa. Se a lançarmos no rosto de alguém,  pode ferir, provocando revolta. Mas se a envolvemos numa delicada embalagem e a oferecermos com ternura, certamente será aceita com mais felicidade.

quinta-feira, 10 de julho de 2014

Estatutos do Homem



Estatutos do Homem

 Outros Autores
 Artigo I

 Fica decretado que agora vale a verdade.

 Agora vale a vida, e de mãos dadas,

 marcharemos todos pela vida verdadeira.



Artigo II

 Fica decretado que todos os dias da semana,

 inclusive as terças-feiras mais cinzentas,

 têm direito a converter-se em manhãs de domingo.



Artigo III

 Fica decretado que, a partir deste instante,

 haverá girassóis em todas as janelas,

que os girassóis terão direito

a abrir-se dentro da sombra;

e que as janelas devem permanecer, o dia inteiro,

abertas para o verde onde cresce a esperança.



Artigo IV

Fica decretado que o homem

não precisará nunca mais

duvidar do homem.

Que o homem confiará no homem

como a palmeira confia no vento,

como o vento confia no ar,

como o ar confia no campo azul do céu.



Parágrafo único:

O homem, confiará no homem

como um menino confia em outro menino.



Artigo V

Fica decretado que os homens

estão livres do jugo da mentira.

Nunca mais será preciso usar

a couraça do silêncio

nem a armadura de palavras.

O homem se sentará à mesa

com seu olhar limpo

porque a verdade passará a ser servida

antes da sobremesa.



Artigo VI

Fica estabelecida, durante dez séculos,

a prática sonhada pelo profeta Isaías,

e o lobo e o cordeiro pastarão juntos

e a comida de ambos terá o mesmo

gosto de aurora.



Artigo VII

Por decreto irrevogável fica estabelecido

o reinado permanente da justiça e da claridade,

e a alegria será uma bandeira generosa

para sempre desfraldada na alma do povo.



Artigo VIII

Fica decretado que a maior dor

sempre foi e será sempre

não poder dar-se amor a quem se ama

e saber que é a água

que dá à planta o milagre da flor.



Artigo IX

Fica permitido que o pão de cada dia

tenha no homem o sinal de seu suor.

Mas que sobretudo tenha

sempre o quente sabor da ternura.



Artigo X

Fica permitido a qualquer pessoa,

qualquer hora da vida,

uso do traje branco.



Artigo XI

Fica decretado, por definição,

que o homem é um animal que ama

e que por isso é belo,

muito mais belo que a estrela da manhã.



Artigo XII

Decreta-se que nada será obrigado

nem proibido,

tudo será permitido,

inclusive brincar com os rinocerontes

e caminhar pelas tardes

com uma imensa begônia na lapela.



Parágrafo único:

Só uma coisa fica proibida:

amar sem amor.



Artigo XIII

Fica decretado que o dinheiro

não poderá nunca mais comprar

o sol das manhãs vindouras.

Expulso do grande baú do medo,

o dinheiro se transformará em uma espada fraternal

para defender o direito de cantar

e a festa do dia que chegou.



Artigo Final

Fica proibido o uso da palavra liberdade,

a qual será suprimida dos dicionários

e do pântano enganoso das bocas.

A partir deste instante

a liberdade será algo vivo e transparente

como um fogo ou um rio,

e a sua morada será sempre

o coração do homem.


Thiago de Mello 
 Santiago do Chile, abril de 1964