Nossa incontroversa sanidade, por vezes,
se vê atropelada por desatinos que os olhos
insistem anunciar como possíveis...
Quem disse de tal ilegitimidade
desconhece lugares de inconfessos
desejos e vontades...
Optamos, tantas vezes, por apequenar
a ousadia...
Optamos por cega-la, em nome de
"sei lá tantas coisas"!!
Depois, tempo ido, que não retorna mais
ao ponto da momentânea insanidade,
resta o quase nada do enfadonho e
acovardado "se"...
E os olhos, que tanto insistiram vigiar os lábios,
bem diante da tal insanidade,
se vestem então de mirabolantes sonhos...
solilóquios emudecidos na incerteza...
Os lábios não anunciaram...
Temeram os olhos...
Vigiaram... Foram vigiados... Perderam...
Parafraseando Sabino, da caminhada ficam três coisas: a certeza de que estamos sempre começando.... a certeza de que precisamos continuar... a certeza de que seremos interrompidos antes de terminar... Assim, o exercício da aprendizagem convida a fazer da interrupção um caminho novo... da queda, um passo de dança... do medo, uma escada... do sonho, uma ponte... da procura, um encontro. Os passos não podem ficar adormecidos na estrada...

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Os comentários têm a função precípua de precipitar a maturação da reflexão, do texto “apossado”. É um ponto de partida, sem o ponto de chegada. É o exercício da empatia no rompimento do isolacionismo, posto que, tudo está conectado. É a sua fala complementando a minha. Por isso mesmo fique à vontade para o diálogo: comentar, concordar, discordar, acordar...